AGRONEGÓCIO

Prefeito recebe CADs e representantes do Sintep para reivindicações

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu na tarde desta terça-feira (18), em seu gabinete no Palácio Alencastro, cuidadoras de alunos com deficiência (CADs) e representantes do Sintep Mato Grosso. O objetivo do encontro foi ouvir as reivindicações das duas categorias e encaminhar soluções.

No diálogo com as CADs, a principal preocupação apresentada foi a contagem de pontos do novo processo seletivo para contratação direta, já que atualmente o grupo é contratado por uma empresa terceirizada. As profissionais relataram dúvidas sobre a avaliação da experiência e sobre a documentação necessária para comprovação dos critérios.

Diante disso, o prefeito solicitou ao secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que prorrogue o período de contestações e recursos, garantindo que todas as candidatas tenham tempo suficiente para apresentar os documentos exigidos. Além disso, Abilio marcou uma nova reunião exclusiva com as CADs no dia 20 de novembro, às 9h, feriado da Consciência Negra, conforme acordado com as próprias profissionais presentes.

O prefeito também enfatizou que critérios como experiência, formação e nível de escolaridade somam pontos no processo seletivo, mas não funcionam isoladamente. Reafirmou ainda que sua gestão busca ampliar oportunidades e garantir competitividade justa para todos os candidatos.

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Já com o Sintep-MT, a presidente da subsede em Cuiabá, Professora Marivone Pereira, apresentou uma série de demandas para os profissionais da Educação Municipal. Entre os pontos mais destacados estiveram a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o pedido por aumento real de aproximadamente 1%, além de questionamentos sobre portarias que regulamentam premiações por produtividade.

O prefeito ouviu as reivindicações, respondeu parte das dúvidas e remarcou o diálogo para a tarde do dia 20 de novembro, ocasião em que apresentará novos esclarecimentos, um dos pedidos reiterado pelo sindicato.

Durante a reunião, Abilio reforçou que está empenhado em manter portas abertas e conduzir o debate com transparência: “Estou aberto ao diálogo. Quero construir soluções com todos e também desconstruir narrativas político-partidárias que muitas vezes surgem sem fundamento. Quando há parceria e disposição de conversar, conseguimos avançar”.

As reuniões do dia 20 devem marcar um novo passo no diálogo entre gestão, CADs e Sintep, com expectativa de avanços concretos para ambas as categorias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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