AGRONEGÓCIO

Prefeito entrega aparelho de ressonância e Cuiabá dobra capacidade de exames

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, entregou nesta sexta-feira (26) o novo aparelho de ressonância magnética do Hospital Municipal São Benedito (HMSB). O equipamento, considerado um dos mais modernos da América Latina por associar alta precisão a recursos de inteligência artificial, tem capacidade inicial para realizar 900 exames por mês, número que poderá ser ampliado em até 25% conforme a demanda.

Atualmente, Cuiabá já oferece exames de ressonância pelo SUS, mas a chegada do novo aparelho dobra a capacidade do município, reduzindo a fila de espera e acelerando diagnósticos em diversas áreas da saúde. O equipamento realiza mais de 100 tipos de procedimentos, desde angiorressonância cerebral até exames de abdômen, tórax e coluna, sendo metade da capacidade destinada à demanda interna dos hospitais municipais e metade regulada para pacientes da rede. O primeiro exame foi realizado ainda na manhã desta sexta-feira.

Durante o ato, o prefeito destacou o impacto da conquista. “Esse equipamento é de última geração, traz mais agilidade, precisão e permite que Cuiabá dobre a sua capacidade de exames de ressonância. É um avanço que garante diagnósticos mais rápidos e tratamento adequado para a nossa população, sem a necessidade de investir milhões na compra e instalação, já que o município paga apenas por procedimento realizado”, disse Brunini.

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A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, reforçou que a medida é fruto de planejamento técnico. “Esse contrato prevê inicialmente 900 procedimentos por mês, mas temos condições de ampliar. É uma forma mais eficiente de atender a população, sem filas acumuladas e com uso de tecnologia de ponta”, afirmou.

Já a primeira-dama e vereadora, Samantha Iris, ressaltou a importância social da entrega. “Esse é um equipamento completo, que garante mais qualidade, agilidade e dignidade aos pacientes. Representa o compromisso da gestão em priorizar a saúde da mulher e de toda a população cuiabana”, destacou.

Com a ativação da nova máquina, os exames atenderão pacientes encaminhados pelos hospitais municipais, UPAs e unidades básicas de saúde, contemplando tanto casos eletivos quanto de urgência. A expectativa da Secretaria de Saúde é zerar a demanda reprimida herdada de anos anteriores e assegurar que os exames sejam realizados dentro do prazo necessário ao tratamento.

A ação contou ainda com as participações dos vereadores Cezinha Nascimento, Baixinha Giraldelli e Michelly Alencar.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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