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Prefeito e secretários monitoram estragos e traçam ações durante temporal em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá alerta para as chuvas intensas que ultrapassaram os 100 milímetros em um curto espaço de tempo, provocando alagamentos em diversas regiões urbanas e afetando praticamente todos os córregos da capital. Diante do cenário, o prefeito Abilio Brunini fez um alerta à população e reforçou o trabalho da Defesa Civil, que está em campo atuando para minimizar os impactos.

“Passamos por um momento extremamente imprevisível agora há pouco. Caiu mais de 100 milímetros de chuva em pouco tempo, uma chuva muito forte e intensa, que causou alagamentos em praticamente todos os córregos da cidade e em diversas regiões urbanas”, afirmou o prefeito, que vistoria os pontos afetados nesta terça-feira (8).

Entre os locais mais afetados está a região da Upa do bairro Jardim Leblon, onde uma obra mal executada agravou a situação e prejudicou o funcionamento da unidade.

O prefeito pediu cautela aos moradores e orientou que evitem circular por avenidas localizadas em áreas mais baixas ou próximas a córregos. “Evitem também as avenidas que já são conhecidas por alagamentos, como a Prainha, a região do Porto e outros pontos críticos”, alertou.

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O prefeito também se colocou à disposição para auxiliar. “Se você souber de alguém em situação de vulnerabilidade, com a casa alagada ou correndo risco, entre em contato conosco. Pode chamar diretamente a Defesa Civil ou até me marcar nas redes sociais, caso esteja com dificuldade de contato. Vamos enviar ajuda”, garantiu.

Além do Jardim Leblon, os bairros São Mateus, Boa Esperança, Santa Rosa, Pedregal, Dom Aquino e Jardim Tropical também estão sendo monitorados.

Situação na UPA do Leblon

Devido à forte chuva, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon foi severamente afetada por alagamentos, comprometendo sua estrutura e capacidade de atendimento.

“Infelizmente, tivemos essa inundação. Os pacientes mais graves, que estão no bloco de emergência, serão transferidos para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A Central de Regulação já foi acionada, e o prefeito autorizou a contratação emergencial de ambulâncias de empresas privadas para reforçar o transporte”, explicou o diretor técnico da unidade, Romário Barros.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também foi acionado para auxiliar na operação. Ao todo, seis pacientes em estado grave estão sendo removidos do box de emergência, e outros 14 da enfermaria também serão encaminhados para outras unidades de saúde.

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Neste momento, a orientação é que os pacientes busquem atendimento emergencial nas seguintes unidades: UPA Morada do Ouro, UPA Pascoal Ramos, UPA do Verdão e Policlínica do Pedra 90.

Orientação da Defesa Civil de Cuiabá

Em caso de situações de risco, a população pode acionar diretamente a Defesa Civil pelo número 193. O órgão orienta que os motoristas evitem trafegar por áreas de risco. “A previsão era muito inferior a essa. Estamos com os córregos extravasando e invadindo as vias. Solicito que os motoristas permaneçam em locais seguros e não se desloquem para áreas de risco”, afirmou o secretário da Defesa Civil, coronel Alessandro.

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito Abilio Brunini durante visita na UPA Leblon.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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