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Prefeito e primeira-dama entregam CRAS Planalto reformado para atender mais de 5 mil famílias em situação de vulnerabilidade

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, acompanhado da primeira-dama, Márcia Pinheiro, do vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa e das secretárias de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira e Clausi Barbosa, entregou nesta terça-feira (5) a unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Planalto. A unidade passou por ampla reforma e revitalização, visando proporcionar atendimento de qualidade e excelência à população em situação de vulnerabilidade social.

“Desde o meu primeiro ano de gestão, temos trabalhado para humanizar os serviços voltados às pessoas mais carentes da nossa cidade. Nosso compromisso com a comunidade é oferecer dignidade tanto aos servidores quanto aos usuários. O Cras do Planalto, que agora está totalmente reformado, beneficiará mais de 5 mil famílias, proporcionando um ambiente organizado e acolhedor para quem mais precisa”, afirmou o prefeito Emanuel Pinheiro.

Localizado na região Leste da capital, o novo espaço beneficiará diretamente 16 comunidades, entre elas os bairros 08 de Abril, Campo Verde, Carumbé, Chapada Imperial, Guaicurus, Itamarati, Jardim Eldorado, Novo Horizonte, Novo Mato Grosso, Planalto, Santa Inês, São Carlos, São Roque, Sol Nascente, Três Lagoas e Vila Rosa. A reforma incluiu pintura, adequação das salas, adaptação de banheiros para Pessoas com Deficiência (PCD) e melhorias nas instalações elétricas, para atender cerca de 350 pessoas mensalmente.

A primeira-dama, Márcia Pinheiro, também ressaltou a importância dos recursos destinados à assistência social. “Aplicar recursos nessa área é investir no ser humano, levando inclusão e justiça social até as pessoas mais humildes da nossa cidade. Graças ao trabalho da equipe da Secretaria de Assistência Social, estamos garantindo dignidade e solidariedade a quem mais precisa”, afirmou.

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Presente à solenidade de entrega, o vice prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa disse que esse foi mais um feito da gestão, sempre voltada para o bem estar da população cuiabana. “Com muita tranquilidade e dignidade, estamos entregando todos os avanços conquistados em várias áreas, e tenho certeza de que continuaremos a fazer isso. Gostaria de parabenizar todos os envolvidos. Esta obra foi realizada em parceria entre a Secretaria de Obras e a Secretaria de Assistência Social, e hoje entregamos mais um equipamento de qualidade. Esta unidade atende toda a grande região do Planalto, Novo Horizonte e demais locais de abrangência”, ressaltou Stopa.

A secretária Hellen Ferreira expressou gratidão e orgulho pelo trabalho desenvolvido desde 2020, pontuando os avanços alcançados: “Hoje, entregamos o Cras Planalto completamente revitalizado, com troca do telhado, parte elétrica e hidráulica, e com novas portas e janelas. Nossa meta é entregar todas as unidades de assistência social da cidade com padrões de qualidade”, afirmou.

“Essa entrega simboliza o compromisso da gestão, assim como o Cras Getúlio Vargas, Dom Aquino, com obras em andamento e outras unidades já entregues e outras que já estão com os projetos elaborados, marcam o compromisso da gestão. Tivemos a honra e o privilégio, juntamente com o secretário Stopa, de poder revitalizar e entregar de volta para a comunidade essa unidade, uma das mais antigas. Saio com o coração cheio de gratidão, na certeza de estar entregando o que há de melhor, pois é o que a população merece”, acrescentou Hellen.

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O Cras oferece uma gama de serviços essenciais, como atendimento ao Cadastro Único (CadÚnico), Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), e o programa Criança Feliz, que atende crianças de 0 a 6 anos e aquelas com deficiência ou microcefalia. A equipe é composta por 22 profissionais, incluindo assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, orientadores sociais, recepcionistas e pessoal de apoio.

A obra foi realizada com um investimento de R$ 500 mil, por meio de Emenda Parlamentar do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), destinada a fortalecer a estrutura da Rede de Serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com reformas no Cras Planalto e Getúlio Vargas.

“Esse Cras precisava de uma requalificação para ampliar nosso atendimento com dignidade e eficiência. Estamos honrando nosso compromisso com a população, especialmente a do bairro Planalto, que depende dessas políticas públicas. Desejamos que a próxima gestão continue esse trabalho e expanda ainda mais as ações em prol da nossa comunidade”, concluiu o prefeito.

Atualmente, Cuiabá conta com 14 Centros de Referência de Assistência Social, operando de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Também estiveram presentes ao evento os secretários municipais de Habitação e Regularização Fundiária, Wilton Coelho, de Planejamento, Márcio Puga, servidores e público em geral.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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