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Prefeito de Cuiabá participa do Conecta T21 e amplia diálogo sobre síndrome de Down

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, defendeu a criação de um espaço exclusivo para pessoas com síndrome de Down durante o evento ASDMT “Conecta T21”, com o tema “Envelhecimento e Educação”, realizado em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down.

Realizado na noite desta sexta-feira (20) no auditório do Cuiabá Lar Shopping, o “Conecta T21” reuniu instituições, autoridades, familiares e representantes da sociedade civil em um momento marcado por informação, diálogo e pelo fortalecimento da inclusão.

Brunini destacou que o projeto da Casa do Autista deverá atender pessoas neurodivergentes, incluindo aquelas com síndrome de Down, mas afirmou que deseja a criação de um espaço próprio voltado especificamente a esse público. Para viabilizar a iniciativa, ressaltou que são necessários cerca de R$ 8 milhões em recursos, que podem ser obtidos por meio de emendas parlamentares.

“Se conseguirmos cerca de R$ 8 milhões, podemos transformar um espaço público em um centro especializado para atender essa demanda. Esse é um desejo muito grande que eu tenho. As pessoas com síndrome de Down são plenamente capazes de trabalhar, constituir família e ter autonomia, mas precisam de um ambiente adequado, de um espaço próprio com atendimento mais específico. Por isso, faço um apelo à classe política e à sociedade: precisamos unir forças para viabilizar esse projeto. Se conseguirmos recursos, podemos tirar esse sonho do papel”, destacou o prefeito.

O secretário adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, ressaltou o caráter intersetorial do trabalho da gestão do prefeito Abilio Brunini e da primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, com a integração de áreas como saúde e educação em ações conjuntas com instituições, a fim de promover políticas públicas efetivas que assegurem qualidade de vida.

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A programação contou com palestras enriquecedoras. Entre elas, a doutora geriatra Andreia Casarotto abordou o tema “Envelhecimento da Pessoa com T21”. Também participou a psicopedagoga Sandra Maria do Prado, que tratou do desenvolvimento da leitura e da escrita em pessoas com síndrome de Down.

Segundo a especialista, com estímulos adequados e acompanhamento especializado, essas crianças têm plena capacidade de aprender e se desenvolver. “São crianças inteligentes e capazes, desde que tenham acesso a métodos corretos e profissionais preparados”, ressaltou.

A noite de aprendizado, escuta e conexão também foi marcada por depoimentos emocionantes e pela apresentação de balé dos alunos da Pestalozzi, Valdemar Júnior e Magali, que utiliza cadeira de rodas.

Rosângela de Almeida Brito celebrou a conquista do filho, Vinícius de Brito, de 33 anos, que tem síndrome de Down e foi aprovado no curso de Jornalismo da Unemat, após anos de dedicação. “Cada conquista dele é uma alegria enorme. Eventos como esse mostram que não estamos sozinhos.”

Vinícius contou que escolheu o curso de Jornalismo por admirar o pai, o jornalista Onofre Júnior. Ele, que também atua no Tribunal de Contas, destacou a importância de persistir nos sonhos. “É possível realizar. A aprovação foi uma grande vitória e quero que outras pessoas também consigam.”

Outro relato importante foi do pai, Edemilson de Lima, que defendeu a inclusão no mercado de trabalho. Ele enfatizou que pessoas com síndrome de Down são comprometidas, responsáveis e plenamente capazes de desempenhar suas funções com excelência.

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Sua filha, Marília Freitas de Lima, de 29 anos, que também tem a condição, compartilhou a alegria de participar do evento. “Estou muito feliz! Esse evento é legal e fantástico. Eu trabalho na Assembleia Legislativa, sou uma servidora exemplar e trabalho para construir meu futuro. Amanhã vou completar nove anos na ALMT”, afirmou Marília, carinhosamente chamada de artista pela família.

O presidente da Associação de Síndrome de Down, Leonardo Zara, enfatizou que o evento representa um avanço importante. Em Cuiabá, cerca de 150 pessoas com síndrome de Down são atendidas diretamente pela associação. Considerando o envolvimento das famílias, esse trabalho alcança aproximadamente 500 pessoas.

“Nosso objetivo é levar informação e acolhimento às famílias, desde o diagnóstico até a vida adulta. Ainda enfrentamos desafios, principalmente na educação e na saúde, mas momentos como esse são fundamentais para avançarmos”, afirmou Leonardo Zara.

Com a participação de representantes da Pestalozzi Cuiabá, APAE Cuiabá, Feapaes-MT, além de parceiros da rede privada e familiares de pessoas com síndrome de Down, o encontro também contou com a presença do vereador Dilemário Alencar, que atua em defesa da causa. O “Conecta T21” reforçou a importância da informação como ferramenta de inclusão.

Na oportunidade, foram apresentados os direitos das pessoas com síndrome de Down e orientações sobre como obter a carteirinha digital. Outro avanço destacado foi a apresentação da TECA 21, uma inteligência artificial desenvolvida para auxiliar pais e responsáveis com informações, orientações e até encaminhamento de denúncias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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