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Prefeito de Cuiabá destaca impacto econômico e cultural da Corrida de Reis

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou neste domingo (11) da 41ª edição da tradicional Corrida de Reis e destacou a importância do evento para o esporte, a saúde da população e para a economia da capital. A prova, realizada no Parque Novo Mato Grosso, reuniu mais de 15 mil atletas de 21 estados, do Distrito Federal e de outros países, consolidando-se como um dos maiores eventos esportivos do Centro-Oeste.

Durante o evento, Abilio percorreu a arena da prova, tirou fotos com atletas e familiares, conversou com participantes e entregou medalhas aos vencedores da competição. Para o prefeito, a Corrida de Reis é muito mais do que uma disputa esportiva. “A Corrida de Reis é um marco na nossa cidade. É como se o ano não começasse antes dela. A população fica esperando, o turismo fica esperando. Todos aguardam essa data importante pra gente”, afirmou.

Ele também ressaltou o impacto direto do evento na economia local. “A Corrida de Reis lota os hotéis da cidade, depois os restaurantes ficam cheios porque o pessoal sai da prova com fome. A economia bomba. Vêm ônibus de várias cidades para participar. Isso é muito importante para o desenvolvimento do município, além de fortalecer a saúde, o esporte e a qualidade de vida da população”, disse.

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A Prefeitura de Cuiabá foi parceira do evento e garantiu toda a estrutura de apoio necessária para o bom andamento da prova. A gestão municipal disponibilizou linhas exclusivas de ônibus para o Parque Novo Mato Grosso, com saídas a cada cinco minutos, facilitando o acesso dos atletas e do público. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) também atuou na organização do trânsito e na logística, enquanto agentes de trânsito reforçaram a segurança ao longo do percurso e nas imediações do parque.

A prova de 10 quilômetros, organizada pela TV Centro América em parceria com o Sesi-MT, manteve a tradição de reunir atletas de elite e amadores de todo o Brasil e do exterior. No masculino, o baiano Fábio Jesus Correia, de 27 anos, venceu com o tempo de 29min32, encerrando um jejum de quase nove anos sem um brasileiro no topo do pódio. Em segundo lugar ficou o queniano Wilson Mutua Maina, seguido pelo brasileiro Wendell Jerônimo Souza.

No feminino, a vitória foi da queniana Viola Jelegat Kosgei, de 27 anos, que completou a prova em 36 minutos. A brasileira mais bem colocada foi Suzane Martins, de 37 anos, que ficou em quarto lugar.

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Ao todo, mais de 15 mil atletas participaram da competição, sendo 14.251 de Mato Grosso, vindos de 96 municípios, além de representantes de Rondônia, Mato Grosso do Sul e de outros estados.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

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Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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