AGRONEGÓCIO

Prefeito de Cuiabá debate agroindustrialização na Expoagro 2025

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participa nesta segunda-feira (14), às 17h40, da mesa-redonda “Agroindustrialização em Mato Grosso”, um dos destaques da programação técnica da 57ª Expoagro. O painel reunirá grandes nomes do setor público e privado, como o vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e o ex-senador Cidinho Santos, para discutir os caminhos e desafios da verticalização da produção no estado.

O debate faz parte do Fórum dos Setores Produtivos, cujo tema central este ano é “Agro e Clima: Adaptação e Mitigação para uma Produção Sustentável”. A proposta do fórum é alinhar as discussões locais às pautas globais, como a redução de emissões de gases de efeito estufa e práticas sustentáveis de produção — temas centrais da COP30, que será realizada em Belém (PA).

O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, pontuou que os eventos são essenciais para o desenvolvimento da capital e dos potenciais do Estado. “Cuiabá quer, sim, mais empresas, mais empregos, mais inovação e mais desenvolvimento. Mas, acima de tudo, quer ser reconhecida como uma cidade que se prepara, se organiza e se posiciona estrategicamente no mapa nacional e internacional de investimentos. Mais do que eventos pontuais, o que estamos fazendo aqui é semeando uma nova cultura no setor público: a cultura da inteligência estratégica, da preparação institucional e da proatividade na busca por investidores”, explicou Medeiros.

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A Expoagro, maior feira agropecuária, industrial e comercial de Mato Grosso, acontece entre os dias 11 e 20 de julho no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, e deve atrair mais de 300 mil visitantes. O evento promove negócios, formação técnica e entretenimento, consolidando-se como vitrine do potencial econômico e cultural do estado.

Além da participação no painel, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), marca presença com dois estandes institucionais. Um deles foca no agronegócio e nas oportunidades de crédito e incentivo fiscal, e o outro promove o turismo local com a iniciativa “Descubra Mato Grosso”.

A presença de Abilio no debate reforça o engajamento da capital nas estratégias de desenvolvimento regional e sustentável, ampliando o diálogo entre municípios, governo estadual e setor produtivo.

#PraCegoVer

Na imagem principal, o prefeito está discursando em um púlpito para o público da Expoagro. Ao fundo, no auditório, estão autoridades como o governador, senador e líderes políticos de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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