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Prefeito anuncia aulas de tiro para mulheres do Projeto Lutadoras em Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini anunciou, na tarde desta quinta-feira (02), a ampliação do projeto Lutadoras, iniciativa voltada ao fortalecimento e à proteção das mulheres em Cuiabá. A novidade é que o programa passará a incluir, além das aulas de artes marciais, módulos de orientação e treinamento com aulas de tiro, dentro de critérios técnicos e acompanhamento profissional. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no gabinete do prefeito.

Segundo a gestão municipal, o objetivo da ampliação não é incentivar a violência, mas promover o autocuidado, o autoconhecimento e a preparação das mulheres para situações de risco. O projeto segue com foco em técnicas de defesa pessoal, disciplina e fortalecimento físico e emocional, agora somando novas ferramentas de proteção.

“O projeto Lutadoras não é sobre estimular a violência, muito pelo contrário. É sobre preparar, orientar e dar condições para que a mulher saiba se defender em uma situação de emergência. Muitas vezes, o conhecimento pode salvar uma vida”, afirmou o prefeito.

A proposta prevê que as aulas de tiro sejam ofertadas por meio de parcerias e credenciamento de instituições especializadas, respeitando todas as exigências legais, incluindo avaliações psicológicas e treinamentos supervisionados. A participação será voluntária, direcionada especialmente a mulheres que desejam adquirir conhecimento sobre defesa pessoal em diferentes contextos.

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A ampliação do projeto contará com recursos oriundos de emendas parlamentares, com destaque para a atuação da vereadora e primeira-dama Samantha Íris, que destinou apoio financeiro para viabilizar as novas etapas da iniciativa.

“É um projeto que nasce para fortalecer as mulheres, dar autonomia e segurança. Não se trata de incentivar o uso da força, mas de oferecer conhecimento, preparo emocional e físico para enfrentar situações adversas”, destacou o prefeito.

O projeto Lutadoras já oferecia modalidades como capoeira, jiu-jitsu, karatê, muay thai e outras práticas de artes marciais. Com a ampliação, a Prefeitura busca alcançar ainda mais mulheres, ampliando o acesso a políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao empoderamento feminino.

A gestão municipal reforça que todas as atividades serão conduzidas por profissionais qualificados e dentro de protocolos rigorosos, priorizando a segurança e o bem-estar das participantes. A iniciativa também será integrada a outras ações da Secretaria da Mulher e da Assistência Social, ampliando a rede de apoio às mulheres em Cuiabá.

Com a ampliação do projeto, a Prefeitura aposta em uma abordagem preventiva e educativa, oferecendo ferramentas para que mulheres estejam mais preparadas para lidar com situações de risco, sempre com foco na proteção da vida.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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