AGRONEGÓCIO

Prefeita em exercício reforça valor da produçãpo local em feira da indústria

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Autoridades políticas e empresariais prestigiaram a abertura da Expoind MT 2025, na noite de terça-feira (4), no Centro de Eventos do Pantanal, como a prefeita em exercício, coronel Vânia Rosa, o governador do Estado, Mauro Mendes, e empreendedores da indústria de Mato Grosso e deputados federais, estaduais e vereadores de Cuiabá. A programação segue até o dia 06, com palestras e exposições.

A prefeita parabenizou os organizadores e destacou a importância da agricultura familiar e da produção de alimentos para o Brasil, lembrando suas próprias origens ligadas ao campo. Lembrou que os estados e produtores que mais geram riqueza e alimento não recebem retorno justo em forma de tributos e investimentos, o que mantém o país em uma lógica “colonial”, onde quem produz continua sendo explorado.

E defendeu que “é preciso valorizar o que é produzido em Mato Grosso. Consumir e promover os produtos locais, fortalecendo a economia e a sustentabilidade”.

Também reafirmou seu compromisso em apoiar o setor produtivo na luta por maior reconhecimento e valorização daqueles que sustentam o país.

Segundo o presidente da FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Silvio Rangel, a Feira de Negócios da Indústria é um momento histórico para o estado e para o Sistema Fiemt, por ser um grande palco para mostrar a força, capacidade e protagonismo da indústria mato-grossense.

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Na oportunidade agradeceu aos expositores, parceiros institucionais, patrocinadores, ao governo, e aos sindicatos e diretores da Fiemt, reconhecendo o esforço da equipe que tornou o evento possível.

E ressaltou que 2025 é um ano simbólico, pois marca os 50 anos da Federação das Indústrias de Mato Grosso, celebrando meio século de trabalho, desafios, conquistas e compromisso com o desenvolvimento estadual.

Por sua vez, o governador Mauro Mendes destacou que a indústria mato-grossense é um setor estratégico e complementar ao agronegócio, responsável pelo forte crescimento econômico do Estado nas últimas décadas. “O futuro de Mato Grosso é promissor, com oportunidades para novos investimentos e expansão industrial sustentável”, pontuou.

Também disse estar preocupado com a situação econômica nacional, devido o desequilíbrio das contas públicas federais e seus possíveis reflexos negativos sobre estados e municípios. “Mas, o governo de Mato Grosso tem feito sua parte, mantendo equilíbrio fiscal e realizando investimentos significativos, o que demonstra que Mato Grosso vive outro cenário se comparado ao cenário econômico brasileiro”, frisou.

A abertura contou com a apresentação cultural do Grupo Flor Ribeirinha, além da palestra com o economista Samy Dana. A prefeita em exercício acompanhou a programação até o final.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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