AGRONEGÓCIO

Prefeita de Camboriú, primeira-dama e secretárias de Cuiabá debatem políticas sobre autismo

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A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, acompanhada pelas secretárias municipais de Saúde, Lucia Helena, e de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hélida Vilela, foi recepcionada na quarta-feira (23) pela prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan. A reunião aconteceu no gabinete da gestora e marcou o encerramento de uma série de visitas técnicas voltadas à promoção de políticas públicas para pessoas autistas e ações de assistência social. A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, também participou da reunião.

Durante o encontro, as representantes cuiabanas puderam conhecer de perto as estratégias implantadas pelo município catarinense no acolhimento e cuidado das pessoas neurodivergentes e em situação de vulnerabilidade social. A visita teve como propósito coletar boas práticas que possam ser adaptadas e aplicadas em Cuiabá.

A primeira-dama Samantha Iris, que também é mãe atípica, destacou a importância do diálogo entre os municípios e se emocionou com a estrutura dedicada à causa autista em Balneário Camboriú. “Como mãe atípica, fiquei profundamente comovida com o cuidado e o comprometimento que presenciei aqui. É inspirador ver uma cidade com espaços tão bem planejados para acolher os neurodivergentes e suas famílias”, afirmou.

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Para a prefeita Juliana Pavan, a troca de experiências entre gestões é essencial para fortalecer as políticas públicas. “A experiência foi mútua. Sabemos dos desafios que enfrentamos, mas acreditamos que os cases desenvolvidos aqui podem ajudar outras cidades na adaptação de soluções para famílias atípicas e pessoas com autismo. Estamos felizes por contribuir com Cuiabá neste processo de construção coletiva”, declarou.

O secretário de Assistência Social de Balneário Camboriú, Omar Tomalih, também participou da reunião e foi elogiado pela hospitalidade e pelo ambiente produtivo proporcionado durante a agenda. A comitiva cuiabana retorna à capital mato-grossense com informações técnicas e inspirações que devem colaborar com a ampliação das políticas de inclusão no município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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