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Preços do milho sobem no Brasil, diante de preocupações com clima

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De acordo com a SAFRAS Consultoria, as especulações em torno da falta de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e as possíveis consequências desse quadro em uma oferta futura de milho contribuíram para sustentar os preços.

O ritmo de negócios foi bastante travado durante a semana, não apenas por conta do feriado, mas pelo fato dos produtores estarem fixando muito poucas ofertas do cereal para venda nesse momento. Houve uma maior demanda na ponta compradora para atender as necessidades mais urgentes de consumo, o que também contribuiu para uma elevação nas cotações.

A SAFRAS Consultoria ressalta ainda que a demanda de milho voltada ao mercado internacional segue muito aquecida, contribuindo para um aumento dos preços nos portos também.

No cenário internacional, por outro lado, o viés segue baixista aos preços do milho. Fatores como a boa oferta da safra norte-americana, o movimento de exportação por parte do país ainda limitado e a expectativa de uma safra global mais abundante para 2023/24 ajudam a manter um quadro de pressão nas cotações.

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Conforme o Conselho Internacional de Grãos (CIG), a safra mundial de milho em 2023/24 deverá totalizar 1,223 bilhão de toneladas, contra 1,219 bilhão em outubro. Para a temporada 2022/23, a previsão foi de 1,161 bilhão de toneladas.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 58,86, alta de 2,27% frente aos R$ 57,56 registrados no fechamento da última semana. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, subiu 1,85% durante a semana, passando de R$ 54,00 para R$ 55,00. Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 67,00, aumento de 3,88% frente à semana passada, de R$ 64,50. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 62,00, avanço de 3,33% frente aos R$ 60,00 da semana passada.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca seguiu em R$ 43,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço continuou em R$ 65,00 na venda.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 62,00 a saca, 3,33% frente aos R$ 60,00 da semana passada. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda aumentou 4%, de R$ 50,00 para R$ 52,00 ao longo da semana.

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Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 540,453 milhões em novembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 77,207 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,390 milhões de toneladas, com média de 341,556 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 226,00.

Em relação a novembro de 2022, houve baixa de 7,9% no valor médio diário da exportação, aumento de 16% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 20,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência Safras

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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