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Preços do café refletem apreensão com safra brasileira e flutuam no mercado internacional em abril

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As expectativas em torno da safra brasileira de 2025, que sofre os efeitos de condições climáticas adversas, influenciaram diretamente a movimentação das cotações. Além disso, fatores como a variação cambial, o comportamento dos investidores e os desafios técnicos no mercado também contribuíram para a volatilidade.

Café em alta na Bolsa de Nova York: fatores que influenciaram os preços

No mês de abril, o mercado de café em Nova York experimentou uma recuperação, com preços avançando acima de 400 centavos de dólar por libra-peso, após uma sequência de altas no final do mês. Esse movimento foi impulsionado pela melhoria no humor dos investidores globais, que, após um período de pessimismo devido à imposição de tarifas pelo governo dos Estados Unidos, passaram a perceber sinais de flexibilização nas negociações entre China e EUA. A trégua nas tarifas trouxe um otimismo renovado aos mercados, influenciando positivamente o comportamento dos ativos, incluindo o café.

A desvalorização do dólar e o impacto no mercado de café

A queda do dólar em relação a outras moedas também desempenhou um papel relevante na valorização das commodities, incluindo o café. O índice DXY caiu abaixo dos 100 pontos, o que contribuiu para a recuperação dos ativos básicos. No Brasil, com o real se fortalecendo frente ao dólar, o impacto sobre o preço do café foi ainda mais expressivo. O Brasil, maior exportador mundial de café, enfrenta uma safra próxima, e a desvalorização da moeda norte-americana tornou as vendas de café mais atrativas, pois os produtores brasileiros recebem menos reais por cada dólar exportado, ajudando na compensação dos preços nas bolsas internacionais.

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Fatores técnicos e comportamento do mercado

Além dos fatores cambiais e do otimismo renovado nos mercados financeiros, o preço do café também foi impulsionado por fatores técnicos. O mercado conseguiu superar resistências e romper o canal de baixa que havia sido iniciado em fevereiro, atingindo a máxima de 419 centavos de dólar por libra-peso. A manutenção da linha dos 400 centavos serviu como um ponto de sustentação, mantendo o movimento de alta. No entanto, caso o mercado perca essa referência, poderá retornar ao antigo canal de baixa.

Oferta limitada e fundos com posição comprada

A escassez de oferta de café no mercado global continua a sustentar os preços, mas essa situação já está precificada. Além disso, os fundos de investimento reduziram sua posição líquida comprada em contratos futuros de café arábica, com base no relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), que indicou uma ligeira elevação nos contratos de 41 mil para 40 mil, em comparação com os 76 mil contratos registrados no início do ano. Apesar disso, é esperado que os fundos mantenham posições compradas até o início da safra brasileira de 2025, em virtude dos riscos climáticos e da baixa oferta.

Cenário para o robusta: fatores distintos

Enquanto o café arábica experimentava alta em Nova York, o robusta, negociado em Londres, não seguiu a mesma tendência. A entrada da safra de conilon/robusta no Brasil e o início da safra na Indonésia aliviaram a pressão sobre o abastecimento global. No Vietnã, maior produtor de robusta, as previsões climáticas apontam para boas chuvas nas próximas semanas, o que deve beneficiar o desenvolvimento da safra de 2025/26. Esse cenário fez com que a arbitragem entre os contratos de arábica e robusta aumentasse, com a diferença de preços atingindo 157 centavos, com o arábica sendo mais caro que o robusta.

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Desempenho de abril: altas no mercado futuro e físico

No fechamento de abril, o contrato de julho do café arábica na Bolsa de Nova York acumulou uma alta de 6,75%. No mercado de Londres, o robusta subiu 1,4%. No Brasil, o mercado físico também refletiu essas variações: o café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais registrou uma alta de 3,1%, encerrando o mês a R$ 2.650,00 a saca. Já o conilon, tipo 7, em Vitória/Espírito Santo, teve uma queda de 12,5%, fechando a R$ 1.715,00 a saca, devido ao início da safra.

Essa volatilidade do mercado de café em abril destaca os desafios que a commodity enfrenta, com a combinação de fatores climáticos, cambiais e técnicos influenciando diretamente os preços e as expectativas para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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