AGRONEGÓCIO

Preços do café recuam em junho no Paraná, mas rentabilidade segue positiva para produtores

Publicado em

Queda nos preços do café em maio e junho

O mercado do café no Paraná registrou retração nos preços nos últimos meses. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) na quarta-feira (18), os valores pagos pela saca de café beneficiado caíram 1% em maio, com média de R$ 2.361,33.

Já em junho, a cotação diária de 18/06 indicou novo recuo, com o preço sendo negociado a R$ 2.083,57, o que representa uma queda de 13% em relação aos valores de meados de maio.

Preços ainda superam a safra anterior

Apesar das recentes desvalorizações, o Deral destaca que os preços atuais estão “muito superiores” aos da safra anterior. Em junho de 2024, a média registrada foi de R$ 1.151,55, quase metade do valor atual.

Outro ponto positivo é a margem de rentabilidade. Em maio, os custos totais de produção foram estimados em R$ 1.186,69 por saca, garantindo lucro expressivo aos produtores mesmo com os preços em queda.

Leia Também:  Região do Cerrado Mineiro leva cafés da nova safra 2026/27 à World of Coffee Brussels 2026 e reforça protagonismo global
Colheita avança e comercialização aumenta

Com 36% da colheita de 2025 já concluída, sobre uma produção estimada em 713 mil sacas, os produtores paranaenses começaram a intensificar as vendas. Muitos buscam aproveitar a valorização acumulada no período de entressafra.

O pico de preços ocorreu em fevereiro, quando os valores estavam em alta, mas cerca de dois terços da safra de 2024 já haviam sido vendidos. Naquele momento, muitos cafeicultores não tinham mais produto disponível para comercialização.

Até maio, apenas 1% da nova safra havia sido comercializada. A expectativa do Deral é que esse percentual cresça significativamente em junho, ultrapassando os 11% registrados no mesmo período da safra passada.

Alta nos valores da produção impulsiona economia regional

O bom desempenho da cafeicultura também se reflete no Valor Bruto da Produção (VBP) regional. Carlópolis, que responde por 25% da produção estadual de café, apresentou o maior aumento absoluto de VBP no Paraná em 2024, saltando de R$ 513 milhões para R$ 763 milhões.

Leia Também:  Embrapa Cerrados Realiza Leilões Online de Bovinos Nelore e Leiteiros nesta Terça e Quarta

No total, o VBP do café no estado mais que dobrou em um ano, passando de R$ 563 milhões em 2023 para R$ 1,1 bilhão em 2024. Parte desses recursos deverá ser direcionada à renovação do parque cafeeiro paranaense.

Os dados preliminares do VBP estadual foram divulgados pelo Deral no último dia 16 de junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

Published

on

As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

Leia Também:  Embrapa Cerrados Realiza Leilões Online de Bovinos Nelore e Leiteiros nesta Terça e Quarta

A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

Leia Também:  Secretaria de Saúde discute melhorias nas Unidades de Saúde da Família com vereador e lideranças comunitárias

Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA