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Preços do café iniciam a semana em direções opostas nas bolsas internacionais

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Café arábica registra ganhos enquanto o robusta opera em queda

Os preços do café abriram a manhã desta segunda-feira (28) em sentidos opostos nas principais bolsas internacionais. Enquanto o café arábica registrava ganhos moderados, o robusta operava com queda superior a 1%. As preocupações com uma possível redução na safra brasileira seguem impulsionando a valorização do arábica.

Fundamentos do mercado permanecem inalterados

Segundo boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes, os fundamentos que sustentam o mercado continuam os mesmos: estoques globais reduzidos e problemas climáticos em diversas regiões produtoras. Tais fatores têm mantido a volatilidade nos preços internacionais do grão.

Déficit entre produção e consumo ainda preocupa

O analista de mercado de commodities Marcelo Fraga Moreira destacou que o cenário global ainda prevê um déficit no ano-safra 2025/26 entre a produção e o consumo de café, com o índice de estoque sobre consumo em nível crítico, inferior a 5%.

“A princípio, a produção mundial voltará a superar o consumo apenas quando o Brasil voltar a produzir acima dos 70 milhões de sacas. Com base nas simulações e estimativas, acredito que o equilíbrio entre estoque e consumo mundial só será alcançado no final do ano-safra 2028/29”, projetou o analista do portal Investing.

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Cotações do arábica

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), o café arábica apresentava o seguinte comportamento nos contratos futuros:

  • Maio/25: queda de 105 pontos, cotado a 407,20 cents por libra-peso;
  • Julho/25: alta de 205 pontos, a 401,90 cents por libra-peso;
  • Setembro/25: avanço de 170 pontos, negociado a 394,30 cents por libra-peso;
  • Dezembro/25: ganho de 100 pontos, a 384,85 cents por libra-peso.
Cotações do robusta

No mesmo horário, os contratos do café robusta registravam perdas expressivas:

  • Maio/25: recuo de US$ 24, cotado a US$ 5.363 por tonelada;
  • Julho/25: queda de US$ 59, a US$ 5.356 por tonelada;
  • Setembro/25: baixa de US$ 53, negociado a US$ 5.310 por tonelada;
  • Novembro/25: perda de US$ 52, com cotação a US$ 5.246 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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