AGRONEGÓCIO

Preços do café firmes antes da colheita: Perspectivas e desafios pela Consultoria Agro Itaú BBA

Publicado em

Antes do início da colheita do café robusta no Brasil em algumas semanas, os preços locais permanecem sólidos, impulsionados pela percepção de uma baixa disponibilidade global e pela contínua demanda. Observa-se uma correlação entre o mercado altista do robusta e os preços do café arábica, que também se mantiveram resilientes.

Variação dos Preços

Nos mercados de Nova York e Londres, os preços do café sofreram uma queda nos últimos 30 dias. O café arábica na bolsa americana registrou uma redução de 2,8%, enquanto o robusta teve uma queda menor, refletindo um cenário de maior aperto no balanço global. No Brasil, os preços continuam firmes, especialmente devido à robusta demanda nas exportações.

Fundamentos e Tendências

A diminuição da posição líquida dos fundos especulativos em Nova York, aliada ao atual panorama de adiamento da queda dos juros nos EUA, influencia o cenário dos preços. No mercado nacional, a forte demanda pelo robusta impulsiona as exportações, mantendo os preços em alta. A relação de competitividade do café brasileiro frente aos concorrentes asiáticos contribui para essa estabilidade.

Leia Também:  Brasil ficou caro antes de ficar rico, diz Alckmin
Janela de Fixação de Custos

Apesar de ainda ser cedo para projetar a próxima safra, as relações de troca de fertilizantes com o café apresentam uma oportunidade interessante para fixações, considerando o atual patamar próximo aos mínimos das últimas 5 safras.

Perspectivas Futuras

Para a safra 2024/25, espera-se um balanço mais equilibrado, com aumento da oferta brasileira, especialmente do arábica. Contudo, a entrada de grandes compradores de fertilizantes, como EUA e Europa, pode influenciar os preços. Além disso, a previsão de La Niña pela NOAA pode afetar o regime de chuvas no cinturão cafeeiro nacional, impactando a oferta para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

Published

on

O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

Leia Também:  Mapa determina recolhimento de dez marcas de azeites de oliva extravirgem

Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

Leia Também:  Mercado Global do Algodão Enfrenta Desafios em 2024, mas Perspectivas para o Algodão Brasileiro São Positivas

Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA