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Preços do arroz mantêm-se firmes devido ao atraso na colheita e oferta limitada

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Ao longo desta semana, o mercado brasileiro de arroz enfrentou uma movimentação limitada, com os preços permanecendo estáveis. Esta estabilidade reflete a cautela dos participantes do mercado diante das incertezas climáticas persistentes.

Atraso na Colheita e Preocupações com a Oferta

O analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, apontou que um dos principais fatores de preocupação foi a irregularidade climática no Sul do país. As chuvas de granizo na região central do Rio Grande do Sul, por exemplo, causaram danos às plantações, retardando a colheita. Esta situação se agrava devido ao atraso das plantações, já prejudicadas por adversidades climáticas anteriores.

Preocupações Futuras

O fenômeno El Niño levou alguns engenhos em Santa Catarina a adquirirem grandes volumes de arroz para suprir a demanda até o final do ano, aumentando a preocupação com a oferta futura. A previsão de novas chuvas na região aumenta o risco de perdas adicionais, especialmente porque muitas lavouras ainda estão em estágio vulnerável.

Interesse do Mercado

Apesar do interesse das tradings impulsionado pela valorização do dólar, as transações no mercado interno e exportações foram limitadas devido à falta de atratividade dos preços e aos prazos de pagamento desfavoráveis.

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Cenário de Preços

Na região de São Borja (RS), os preços variam entre R$ 95,00 e R$ 104,00 por saca de 50 quilos, enquanto no Maranhão, oscilam entre R$ 96,00 e R$ 118,00 por saca de 60 quilos. No mercado internacional, os preços do arroz beneficiado nos principais países produtores apresentaram queda, com o Paraguai cotado em torno de US$ 590 por tonelada FOB, Uruguai em US$ 690 por tonelada FOB, e Argentina entre US$ 660 e US$ 670 por tonelada FOB.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Coopram investe R$ 12 milhões e inaugura unidade para processar até 20 toneladas de tilápia por dia no Espírito Santo

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A piscicultura capixaba dará um importante passo rumo à expansão industrial e ao fortalecimento da agricultura familiar no próximo dia 4 de julho. A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) inaugura uma nova unidade de beneficiamento de pescados em Ponto Alto, no interior de Domingos Martins (ES), empreendimento que recebeu investimentos de aproximadamente R$ 12 milhões e que poderá processar até 20 toneladas de tilápia por dia.

A data da inauguração coincide com as comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo, reforçando o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais.

Estrutura amplia capacidade produtiva da tilápia capixaba

A nova unidade iniciará as operações com capacidade de processamento de cinco toneladas diárias de pescado. No entanto, a estrutura foi projetada para alcançar até 20 toneladas por dia, permitindo uma expansão significativa da produção e da industrialização da tilápia no Espírito Santo.

O investimento representa um marco para a cadeia produtiva regional, criando condições para ampliar a oferta de produtos processados e agregar valor à produção dos piscicultores associados.

Cooperativismo fortalece a agricultura familiar

O crescimento da Coopram é resultado direto da organização coletiva dos produtores rurais da região serrana capixaba. A cooperativa atua na integração entre pequenos produtores e mercado consumidor, oferecendo assistência técnica, organização da produção e melhores oportunidades de comercialização.

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Além da piscicultura, a Coopram reúne agricultores que produzem café, feijão, mel, temperos, mexerica ponkan, abacate e diversas outras culturas que movimentam a economia das montanhas do Espírito Santo.

De acordo com o presidente da cooperativa, Darli José Schaefer, a evolução da atividade demonstra como o cooperativismo tem transformado a realidade das famílias rurais.

A atividade, que durante muitos anos serviu apenas como complemento de renda nas propriedades, passou a representar uma importante fonte de geração de receita e permanência das famílias no campo.

Industrialização amplia portfólio de produtos

Com a entrada em operação da nova planta, a cooperativa também pretende ampliar a produção de alimentos derivados da tilápia, agregando valor ao pescado e atendendo às demandas do mercado consumidor.

Entre os produtos que devem ganhar maior escala de produção estão hambúrgueres, quibes e bolinhos de tilápia, itens que vêm conquistando espaço nos canais de comercialização e ampliando as oportunidades de negócios para os cooperados.

Atualmente, a tilápia já ocupa a posição de principal produto da cooperativa e envolve diretamente cerca de 150 produtores associados.

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Geração de empregos e desenvolvimento regional

Além dos ganhos produtivos, a nova unidade deverá impulsionar a economia regional por meio da criação de empregos.

A expectativa inicial é de geração de aproximadamente 30 vagas diretas. Com o aumento gradual da produção e da capacidade operacional, esse número poderá superar 100 empregos diretos nos próximos anos, além de estimular dezenas de postos de trabalho indiretos em toda a cadeia produtiva.

Espírito Santo consolida protagonismo na piscicultura

O investimento da Coopram reforça o crescimento da piscicultura no Espírito Santo e fortalece a posição do estado entre os destaques nacionais da produção de tilápia.

Com uma estrutura moderna, foco na agregação de valor e fortalecimento da agricultura familiar, a cooperativa projeta um cenário de expansão sustentável para os próximos anos, ampliando a presença da tilápia capixaba nos mercados estadual e nacional.

Mais do que aumentar a produção, o empreendimento consolida um modelo de desenvolvimento baseado no cooperativismo, na geração de renda e na valorização das famílias que vivem e produzem no campo.

coopram

Fonte: Portal do Agronegócio

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