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Preços do Açúcar Recuam com Aproximação do Vencimento de Contratos, Indica Consultoria do Itaú BBA

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Segundo a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços do açúcar apresentam uma tendência de recuo à medida que se aproxima o vencimento dos contratos referentes a março de 2024. Movimentações técnicas e ajustes de posição de fundos especulativos estão entre os fatores que têm impactado as negociações nas últimas semanas de fevereiro.

A região Centro-Sul, importante polo produtor, tem observado uma redução na produção durante a entressafra, enquanto Índia e Tailândia registram desempenho satisfatório, apesar da expectativa de encerramento antecipado em comparação ao ciclo anterior.

Em Nova York, a tela de março de 2024 fechou em cUSD 23,23/lp (26/2), apresentando uma redução de 2,3% em relação ao mês anterior (26/1). O cenário internacional também é influenciado por condições climáticas, com destaque para o término da safra na região Centro-Sul e dados de produção na Índia e Tailândia.

Safra Atual e Perspectivas para 2024/25

O encerramento da safra atual na região Centro-Sul foi detalhado pelo último relatório da UNICA, indicando uma moagem de 646 milhões de toneladas até a primeira quinzena de fevereiro. A produção de açúcar atingiu 42,1 milhões de toneladas, representando um aumento de 25,6% em comparação com o mesmo período de 2022/23. A Tailândia, por sua vez, enfrenta uma safra com menor recuperação de açúcar devido ao clima mais seco.

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A Consultoria destaca a possível redução na produtividade da cana a ser colhida na safra 2024/25 devido às chuvas abaixo da média desde o final de 2023. Com uma estimativa de moagem de 630 milhões de toneladas, a produção de açúcar pode ser impactada negativamente, influenciando o déficit global previsto para a safra 2023/24. A expectativa para a safra tailandesa de 2024/25 é de aumento na área de cana, tornando o preço mais competitivo em comparação com a mandioca.

A probabilidade do fenômeno La Niña no segundo semestre também é mencionada como um fator relevante, especialmente para grandes produtores asiáticos como Índia e Tailândia, pois aumenta a possibilidade de chuvas das monções dentro ou acima da média, favorecendo o desenvolvimento da cana e aumentando a produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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