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Preços da Tilápia Sobem em Abril, Mas Oferta Elevada Limita Valorização

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Valorização no Mercado Interno

De acordo com o Centro de Pesquisas do Cepea, as cotações da tilápia viva ou no gelo registraram crescimento em praticamente todas as regiões analisadas. Na área dos Grandes Lagos, que abrange o noroeste paulista e a divisa com Mato Grosso do Sul, o preço médio da tilápia foi de R$ 8,06 por quilo em abril. Esse valor representa um aumento de 3,4% em relação ao mês de março. No entanto, apesar da valorização, o avanço nos preços foi moderado pela maior oferta do produto.

Desempenho das Exportações

No cenário internacional, o volume e a receita das exportações de tilápia apresentaram queda em abril, em comparação com março. Contudo, o desempenho global ainda foi superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações somaram 1.533 toneladas, o que representa uma redução de 1,9% em relação a março, mas um expressivo aumento de 82,8% quando comparado a abril de 2024. Já a receita gerada pelas exportações totalizou US$ 5,8 milhões, refletindo uma queda de 17,6% frente ao mês anterior, mas com um crescimento anual de 49,4%.

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Expectativas para o Mercado de Tilápia

Embora o setor de tilápia tenha enfrentado uma pressão de oferta mais elevada, a recuperação da demanda externa e o aumento nos preços internos sinalizam um panorama otimista para os próximos meses. A continuidade do processo de exportação em crescimento e a valorização do produto no mercado interno devem seguir como fatores importantes na dinâmica do setor, especialmente com a chegada de novas demandas sazonais e eventos festivos.

Este movimento de preços e exportações traz à tona a resiliência do setor de tilápia, que continua mostrando boa performance em um cenário de estabilidade e expansão, tanto internamente quanto no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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