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Preços da laranja em queda e aquecimento nos contratos futuros para 2024/25

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De acordo com especialistas do Cepea, essa redução é impulsionada pela entrada significativa de variedades precoces no mercado. Além disso, relatos indicam que produtores estão colhendo frutas fora do período ideal de maturação, tanto devido ao greening quanto para atender à demanda.

Outro fator que contribui para a queda nos valores é o ritmo mais lento de vendas, influenciado pelas temperaturas mais amenas. Consequentemente, na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), o preço médio da laranja pera atingiu R$ 92,68 por caixa de 40,8 kg, valorizado na árvore, representando uma desvalorização de 3,02% em relação à semana anterior.

Contratos Futuros para 2024/25

Em contrapartida, os contratos para a próxima temporada (2024/25) voltaram a ganhar destaque. Levantamentos do Cepea mostram que as negociações aqueceram nesta semana, com propostas alcançando R$ 70,00 por caixa de 40,8 kg, considerando a colheita e entrega na fábrica. Esse movimento indica uma perspectiva positiva para o setor, mesmo diante das oscilações nos preços do mercado atual.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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