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Preços da Carne de Frango Sobem em Novembro Impulsionados pela Valorização de Proteínas Concorrentes

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O mês de novembro registrou alta nos preços da carne de frango, tanto no atacado quanto nos mercados independentes, acompanhando a valorização da carne bovina e consolidando a proteína avícola como uma alternativa mais acessível ao consumidor. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o aumento da procura por proteínas mais baratas, como a carne de frango, reflete o atual cenário de baixo poder aquisitivo das famílias brasileiras, tendência que deve se manter no curto prazo, impulsionando uma demanda aquecida até o final de 2024.

Além do crescimento no mercado interno, as exportações de carne de frango continuam em ritmo acelerado, com volumes recordes registrados em novembro. A competitividade do frango brasileiro no mercado global, aliada ao aumento da demanda de mercados estratégicos, tem ajudado a manter as exportações em alta e, ao mesmo tempo, enxugar a oferta doméstica, o que contribui para o equilíbrio do setor.

Com boas perspectivas para o mercado interno e externo, a avicultura de corte entra no último mês do ano com otimismo, sustentado tanto pelo aumento do consumo doméstico quanto pela robusta presença nos mercados internacionais.

Mercado Interno e Oscilações de Preços

De acordo com o levantamento mensal de Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango no atacado de São Paulo variaram durante o mês de novembro. O preço do quilo do peito subiu de R$ 10,50 para R$ 11,00, enquanto o da coxa aumentou de R$ 8,30 para R$ 8,80. Já o preço da asa caiu de R$ 13,25 para R$ 12,75. Na distribuição, o preço do peito avançou de R$ 10,75 para R$ 11,30, enquanto o da coxa foi de R$ 8,50 para R$ 9,00. O preço da asa também recuou, de R$ 13,50 para R$ 13,00.

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Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o preço do peito subiu de R$ 10,60 para R$ 11,10, o da coxa de R$ 8,40 para R$ 8,90, e o preço da asa teve uma queda, de R$ 13,35 para R$ 12,85. Na distribuição, o preço do peito foi de R$ 10,85 para R$ 11,40, o da coxa subiu de R$ 8,60 para R$ 9,10, e o preço da asa caiu de R$ 13,60 para R$ 13,10.

O levantamento também apontou variações nos preços do frango vivo nas principais praças de comercialização do Brasil. Em Minas Gerais, o preço subiu de R$ 5,40 para R$ 5,50, enquanto em São Paulo permaneceu estável em R$ 5,50. No Mato Grosso do Sul, o preço subiu de R$ 5,35 para R$ 5,45, enquanto em Goiás e no Distrito Federal a cotação foi de R$ 5,35 para R$ 5,45 e de R$ 5,40 para R$ 5,50, respectivamente. Em Pernambuco, o preço do quilo vivo teve um salto de R$ 7,20 para R$ 9,00, no Ceará de R$ 7,00 para R$ 8,90, e no Pará, de R$ 7,30 para R$ 9,25.

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Exportações em Alta

Em relação às exportações, o Brasil registrou resultados expressivos em outubro. As exportações de carne de aves e suas miudezas, frescas, refrigeradas ou congeladas, totalizaram US$ 665,397 milhões, com uma média diária de US$ 47,528 milhões. A quantidade total exportada foi de 353,675 mil toneladas, com uma média diária de 25,262 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 1.881,4.

Quando comparado a novembro de 2023, houve um aumento significativo de 50,4% no valor médio diário das exportações, 41,8% na quantidade média diária e 6,1% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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