AGRONEGÓCIO

Preços da Carne de Frango Permanecem Estáveis com Expectativa de Reposição Lenta

Publicado em

O mercado brasileiro de frango manteve preços estáveis tanto para o frango vivo quanto para o atacado durante a última semana. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, a oferta continua equilibrada, porém, há uma expectativa de reposição mais lenta ao longo da cadeia no curto prazo.

Iglesias observa que os avicultores estão otimistas para as próximas semanas, uma vez que os problemas associados ao surto de Newcastle estão sendo superados. Isso deve favorecer a exportação, que está fluindo bem, ajudada pela estabilidade nos custos de produção.

No setor atacadista, os preços firmes continuam a dominar. “A reposição entre atacado e varejo deverá desacelerar, embora de forma moderada, até o final do mês, acompanhando o consumo e o processo de descapitalização das famílias. Contudo, os cortes de frango permanecem competitivos em termos de preço em comparação com cortes bovinos e suínos, o que pode ser um ponto positivo. Além disso, a exportação está com um ritmo excelente, ajudando a ajustar a disponibilidade doméstica”, conclui Iglesias.

Leia Também:  Agronegócio conquistou 18 novos mercados nos primeiros meses de 2023
Preços Internos

O levantamento da Safras & Mercado revela que, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango se mantiveram inalterados ao longo da semana. O quilo do peito continuou a R$ 9,30, a coxa a R$ 6,50 e a asa a R$ 9,25. Na distribuição, o peito e a coxa permaneceram em R$ 9,50 e R$ 6,70, respectivamente, enquanto a asa se manteve a R$ 9,50.

Para os cortes resfriados vendidos no atacado, os preços também não apresentaram variações. O peito permaneceu a R$ 9,40, a coxa a R$ 6,60 e a asa a R$ 9,90. Na distribuição, os preços seguiram em R$ 9,60 para o peito, R$ 6,80 para a coxa e R$ 9,60 para a asa.

O levantamento mensal nas principais praças de comercialização do Brasil mostrou que, em Minas Gerais, o quilo vivo de frango permaneceu em R$ 5,20, enquanto em São Paulo se manteve em R$ 5,30. Na integração catarinense, o preço ficou em R$ 4,25, e na integração do oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul, em R$ 4,00. No Mato Grosso do Sul, o quilo vivo continuou a R$ 5,00, em Goiás a R$ 5,05 e no Distrito Federal a R$ 5,05. Em Pernambuco, o preço foi de R$ 4,70, no Ceará de R$ 4,50 e no Pará de R$ 4,85.

Leia Também:  Queda nas Exportações de Milho em Outubro: Brasil Expectativa de 6,2 Milhões de Toneladas
Exportações

Em agosto, as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, sejam frescas, refrigeradas ou congeladas, geraram US$ 258,766 milhões, com uma média diária de US$ 36,966 milhões. A quantidade total exportada pelo Brasil foi de 145,164 mil toneladas, com média diária de 20,737 mil toneladas, e o preço médio da tonelada foi de US$ 1.782,60.

Comparado a agosto de 2023, houve um aumento de 12,9% no valor médio diário das exportações, uma elevação de 18,6% na quantidade média diária e uma redução de 4,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas

Published

on

Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.

Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.

O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.

Confira os volumes programados por porto:

  • Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
  • Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
  • Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
  • Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
  • Porto do Recife: 21.943 toneladas
  • Porto de Suape: 14 mil toneladas
Leia Também:  Expansão do rebanho Wagyu busca atender alta demanda por carne premium

O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.

Açúcar VHP domina exportações brasileiras

A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.

Do total previsto:

  • 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
  • 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
  • 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.

O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.

Exportações avançam em volume, mas preços recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.

A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.

Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.

O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.

Leia Também:  Agronegócio conquistou 18 novos mercados nos primeiros meses de 2023
Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai

Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.

O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.

Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.

Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.

Mercado acompanha clima, produção e demanda global

O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.

Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA