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Preços ao Produtor Paulista: Café Arábica e Borracha Apresentam Alta, Enquanto Limão, Tomate e Feijão Registram Quedas

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O Departamento Econômico da Faesp, com base em dados da CONAB e do CEPEA-ESALQ/USP, divulgou o mais recente Relatório de Acompanhamento de Preços ao Produtor, destacando as variações nos preços de diversos produtos agropecuários em São Paulo. O levantamento, que abrange dados de dezembro de 2024, revela os principais movimentos nos preços dos produtos, com destaques tanto para altas significativas quanto para quedas expressivas.

Alta no Preço do Café Arábica e da Borracha Natural

O café arábica se destacou com um aumento expressivo de 21,3% no preço mensal, atingindo um recorde histórico na série do CEPEA. No acumulado do ano de 2024, a valorização foi de 121,1%, reflexo de uma oferta reduzida devido à estiagem e ao calor extremo que impactaram as lavouras. Esse cenário provocou uma limitação na produção, impulsionando o preço do grão para patamares elevados.

Outro produto que registrou uma alta significativa foi a borracha natural DRC 53%, com aumento de 12,8% em dezembro. Ao longo do ano, o preço acumulou uma valorização de 128,8%. A escassez de oferta, especialmente com a redução na produção nos países do Sudoeste Asiático, devido a adversidades climáticas, foi um dos principais fatores responsáveis por esse aumento.

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Queda nos Preços de Limão, Tomate e Feijão

Por outro lado, o levantamento apontou uma queda acentuada nos preços de alguns produtos. O limão foi o mais afetado, com uma redução de 58,3% no preço em dezembro. Esse decréscimo está relacionado à proximidade da safra principal, quando se espera uma oferta de frutas de melhor qualidade. Contudo, no acumulado de 2024, o produto registrou uma valorização de 81%.

O tomate também sofreu uma pressão negativa nos preços, com o aumento da oferta resultando em uma queda de 28,3% em dezembro. No balanço anual, o preço do tomate caiu 56,7%, refletindo um excesso de produção no mercado.

No caso do feijão, a elevação na oferta, aliada à menor qualidade dos grãos, foi responsável pela queda de 3,8% nos preços em dezembro. Ao longo de 2024, o preço do feijão registrou uma redução de 25,4%.

Essas variações nos preços dos produtos agropecuários refletem não apenas a dinâmica local de oferta e demanda, mas também os impactos climáticos e as condições de mercado que afetam diretamente a produção no estado de São Paulo.

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Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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