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Preço Médio do Frete Mantém Estabilidade em Abril, Indica Levantamento da Edenred Repom

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Segundo a mais recente análise do Índice de Frete Edenred Repom (IFR), o preço médio do frete por quilômetro rodado fechou o mês de abril em R$ 6,17, registrando uma leve queda de 0,5% em relação a março.

Contexto e Tendências

Esse valor reflete, em parte, as reduções nas últimas safras, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontam uma diminuição de 5,2% na produção de soja e uma queda estimada de 15,9% na produção de milho em comparação com a safra anterior.

Impacto das Enchentes

No entanto, a estabilidade no preço médio nacional do litro do diesel, componente significativo do custo do frete, sugere pouca variação. O diesel comum encerrou abril a R$ 5,99, com um aumento de 0,5%, enquanto o diesel S-10 foi vendido em média a R$ 6,09, representando um acréscimo de 0,3%.

A análise prospectiva indica um possível impacto de alta no preço médio do frete devido às enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul desde abril. Esses eventos climáticos podem resultar em perdas parciais na safra de arroz do estado, afetando também a logística de escoamento da produção, devido aos problemas na infraestrutura rodoviária. O Rio Grande do Sul é um importante produtor de arroz, trigo, milho, soja, suínos e aves, e as chuvas afetaram significativamente esses setores. Essa situação pode resultar em uma redução de até 50% no volume de frete, considerando as rotas de transporte ligadas ao estado, como a BR-290, BR-116 e BR-118.

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Sobre o Índice de Frete Edenred Repom (IFR)

O IFR é uma referência do preço médio do frete e sua composição, baseado em aproximadamente 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio gerenciadas pela Edenred Repom. A Edenred Repom, há 30 anos especializada na gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga, é líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio, atendendo mais de 1 milhão de caminhoneiros em todo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja avança em Chicago com apoio do petróleo e clima adverso nas Américas

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O mercado internacional de soja registra sequência de valorização, impulsionado por fatores externos e fundamentos agrícolas. Os contratos negociados na Bolsa de Chicago avançaram novamente, sustentados principalmente pela alta do óleo de soja, pelo comportamento do petróleo e por preocupações climáticas tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.

Contratos de soja sobem e mantêm trajetória positiva

Os preços da soja apresentaram novos ganhos nas últimas sessões. O contrato com vencimento em maio encerrou com alta de 0,75%, equivalente a 8,75 centavos de dólar por bushel, cotado a 11,74 dólares. Já o contrato de julho avançou 0,72%, ou 8,50 centavos, fechando a 11,90 dólares por bushel.

Na manhã desta quarta-feira (22), o movimento positivo teve continuidade. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 6,25 e 8,25 pontos, levando o contrato de maio a cerca de 11,82 dólares e o de julho a 11,91 dólares por bushel.

Óleo de soja lidera ganhos e impulsiona complexo

O principal vetor de sustentação do mercado foi o desempenho do óleo de soja, que registrou forte valorização. O derivado subiu 3,60%, alcançando 72,14 centavos de dólar por libra-peso.

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O avanço acompanha a alta do petróleo no mercado internacional, além do aumento da demanda por biodiesel. Esse cenário elevou a competitividade do óleo de soja e contribuiu diretamente para puxar as cotações do grão.

Já o farelo de soja apresentou leve alta de 0,06%, sendo negociado a 325,3 dólares por tonelada curta.

Problemas climáticos na Argentina preocupam mercado

Na América do Sul, o mercado segue atento às dificuldades enfrentadas pela safra argentina. Chuvas persistentes na província de Santa Fé têm prejudicado o avanço da colheita, que atingiu cerca de 10% da área, bem abaixo da média histórica de 60%.

Além do atraso, há relatos de lavouras ainda verdes e com excesso de umidade, o que pode impactar a produtividade e a qualidade dos grãos, reforçando o viés de alta nos preços internacionais.

Chuvas nos EUA podem desacelerar plantio

Nos Estados Unidos, o plantio de soja avançou para 12% da área prevista, dobrando o ritmo da semana anterior. Apesar do progresso, a previsão de chuvas intensas no Meio-Oeste pode interromper temporariamente os trabalhos de campo.

Mapas climáticos indicam volumes mais elevados entre os dias 22 e 27 de abril em estados importantes produtores, como Iowa, Illinois, Missouri, além de áreas de Minnesota e Wisconsin. Para o fim de abril e início de maio, o mercado também monitora a possibilidade de queda nas temperaturas.

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Petróleo em alta reforça sustentação do mercado

O cenário energético segue influenciando diretamente o complexo soja. A valorização do petróleo, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, continua dando suporte aos preços do óleo de soja.

Esse movimento fortalece a demanda por biocombustíveis e contribui para manter o viés positivo das cotações, mesmo diante das incertezas relacionadas ao clima e ao ritmo das safras.

Mercado segue atento a fatores externos e fundamentos

O atual momento do mercado de soja reflete uma combinação de fatores: força no setor de energia, problemas climáticos na América do Sul e incertezas sobre o plantio nos Estados Unidos.

Diante desse cenário, os agentes permanecem atentos às condições climáticas e ao comportamento do petróleo, que devem continuar sendo determinantes para o direcionamento dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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