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Preço do ovo cai até 14% em abril e atinge menor nível em quatro anos, aponta Cepea

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Os preços dos ovos registraram forte recuo em abril e atingiram o menor patamar real para o mês dos últimos quatro anos em diversas regiões do Brasil, segundo dados do Cepea. A queda acumulada chegou a até 14% até o dia 29, interrompendo o movimento de alta observado entre fevereiro e março.

Oferta elevada e consumo enfraquecido pressionam cotações

De acordo com o Cepea, o principal fator por trás da desvalorização foi o desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda. A maior disponibilidade do produto no mercado, combinada com um consumo mais fraco na ponta final da cadeia, resultou em pressão negativa sobre os preços.

O cenário foi intensificado na segunda quinzena do mês, quando o ritmo das negociações perdeu força, refletindo a dificuldade de escoamento da produção.

Feriado prolongado impacta vendas

Outro fator que contribuiu para o enfraquecimento do mercado foi o feriado prolongado de Tiradentes, que reduziu a atividade comercial. Durante o período, houve menor reposição por parte de atacadistas e varejistas, o que diminuiu ainda mais a demanda por ovos.

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Com o consumo retraído, especialmente no varejo, agentes do setor adotaram uma postura mais cautelosa, priorizando a redução de estoques.

Mercado segue atento à recuperação da demanda

A tendência para as próximas semanas dependerá, principalmente, da retomada do consumo interno. O comportamento da demanda será determinante para definir se os preços poderão reagir ou se o mercado seguirá pressionado.

Enquanto isso, produtores continuam monitorando o equilíbrio entre oferta e demanda, buscando ajustar o ritmo de produção para evitar novas quedas nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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