AGRONEGÓCIO

Preço do milho reage com cautela do produtor na oferta e apoio da demanda externa

Publicado em

O mercado brasileiro de milho apresentou leve recuperação nos preços ao longo da semana, influenciado pela postura mais cautelosa dos produtores na oferta para venda, especialmente em Mato Grosso. Segundo a Safras Consultoria, compradores seguem tranquilos nas negociações, adquirindo apenas lotes pontuais ou recebendo contratos já firmados, à espera de cotações mais baixas nos próximos dias.

Colheita da safrinha e fatores internos

No cenário doméstico, as atenções permanecem voltadas para o avanço da colheita da safrinha. Em São Paulo, os trabalhos no campo ganharam ritmo nesta semana.

Além disso, o mercado acompanha:

  • A valorização do real frente ao dólar;
  • O desempenho dos contratos futuros do milho;
  • A paridade de exportação;
  • A logística de escoamento da safra, ainda considerada difícil, com fretes mantendo preços firmes.
Exportações ganham ritmo

As movimentações voltadas ao mercado externo avançaram nos últimos dias. De acordo com os line-ups, que indicam a programação de embarques nos portos brasileiros, a expectativa é de exportar cerca de 7,5 milhões de toneladas de milho em agosto.

Leia Também:  Lula prevê assinatura de acordo Mercosul-União Europeia até o fim do ano
Mercado internacional

Na Bolsa de Chicago, o milho registrou recuperação técnica, sustentada por sinais de demanda aquecida pelo cereal norte-americano, mesmo com projeções indicando aumento da safra e dos estoques de passagem para 2025/26.

Preços internos

Média nacional: R$ 61,44 por saca (alta de 0,22% frente aos R$ 61,30 da semana anterior).

  • Cascavel (PR): R$ 59,00 (alta de 0,85%).
  • Campinas/CIF (SP): R$ 65,00 (queda de 2,99%).
  • Mogiana (SP): R$ 62,00 (alta de 3,33%).
  • Rondonópolis (MT): R$ 58,00 (alta de 1,75%).
  • Erechim (RS): R$ 70,00 (estável).
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 (estável).
  • Rio Verde (GO): R$ 55,00 (estável).
Exportações em julho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior apontam que, em julho (23 dias úteis), o Brasil exportou 2,433 milhões de toneladas de milho, gerando receita de US$ 510,167 milhões.

  • Média diária: US$ 22,181 milhões e 105,824 mil toneladas embarcadas.
  • Preço médio da tonelada: US$ 209,60.
  • Em comparação a julho de 2024:
  • Valor médio diário: queda de 27,2%;
  • Quantidade média diária exportada: queda de 31,5%;
  • Preço médio: alta de 6,3%.
Leia Também:  Queda no Transporte Ferroviário de Grãos nos EUA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Inovação na Produção de Leite: Programa Global Alcança 1 Trilhão de Resultados

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Mercado de milho inicia sexta-feira em alta na B3

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA