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Preço do Milho Apresenta Leve Queda no Brasil, mas Negociações Permanecem Lentas

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O mercado brasileiro de milho registrou mais uma semana com tendência de baixa nos preços, acompanhando o avanço da colheita da safrinha. De acordo com a Safras Consultoria, o ritmo de negócios permaneceu lento, devido ao grande diferencial entre os valores ofertados pelos produtores e os desejados pelos consumidores.

Os produtores mantiveram os preços firmes, na expectativa de que a recente valorização do câmbio e a possibilidade de melhores oportunidades de exportação possam favorecer os negócios. Por outro lado, os consumidores foram cautelosos, aguardando uma possível queda adicional nos preços do cereal.

Cenário Internacional

No cenário internacional, o ritmo de negociações foi afetado pelo feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, em 4 de julho. No entanto, a confirmação de uma área plantada de milho nos EUA superior às previsões do mercado manteve a pressão baixista sobre os preços.

Segundo a Safras Consultoria, as atenções do mercado internacional de milho agora se voltam para o clima e as condições das lavouras norte-americanas, além do andamento das exportações, fatores que poderão influenciar o ritmo de negócios no Brasil.

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Preços Internos

No mercado interno, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 55,54 em 4 de julho, representando uma leve queda de 0,04% em comparação aos R$ 55,57 da semana anterior.

  • Cascavel, Paraná: O preço subiu 1,82%, de R$ 55,00 para R$ 56,00.
  • Campinas/CIF: A cotação avançou 0,85%, de R$ 59,00 para R$ 59,50.
  • Mogiana, São Paulo: O preço permaneceu estável em R$ 55,00.
  • Rondonópolis, Mato Grosso: A cotação manteve-se inalterada em R$ 42,00 por saca.
  • Erechim, Rio Grande do Sul: O preço seguiu em R$ 65,50.
  • Uberlândia, Minas Gerais: Houve um aumento de 1,89%, de R$ 53,00 para R$ 54,00.
  • Rio Verde, Goiás: A cotação permaneceu estável em R$ 46,00.
Exportações

Em junho, as exportações de milho do Brasil geraram uma receita de US$ 170,698 milhões, com uma média diária de US$ 8,534 milhões. O volume total exportado foi de 850,892 mil toneladas, com uma média diária de 42,544 mil toneladas, e o preço médio da tonelada foi de US$ 200,60.

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Comparando com junho de 2023, houve uma queda de 36,9% no valor médio diário das exportações, uma redução de 17,7% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 23,4% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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“Mal do olho” custa R$ 1,6 bilhão por ano nos EUA e não tem dados no Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) liderou a descoberta de uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina, doença que causa prejuízo anual estimado em R$ 1,6 bilhão à pecuária dos Estados Unidos. Conhecida no campo como cerato, “mal do olho” ou pinkeye, a enfermidade reduz o ganho de peso, eleva os gastos com tratamento e pode desvalorizar os animais.

Ainda não existe estimativa consolidada sobre os prejuízos causados pela doença no Brasil. A escassez de informações epidemiológicas é um dos motivos para o avanço das pesquisas destinadas a identificar os agentes envolvidos e desenvolver formas mais eficientes de diagnóstico, prevenção e controle.

A nova bactéria foi batizada de Moraxella tarda. O microrganismo foi isolado da mucosa nasal de bovinos da raça Hereford que apresentavam os primeiros sinais da enfermidade em uma propriedade de corte no bioma Pampa, no Rio Grande do Sul.

O trabalho foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o Instituto Biológico de São Paulo. O estudo foi publicado em julho na revista científica Current Microbiology.

A doença raramente provoca a morte, mas pode comprometer o desempenho econômico do rebanho. Dados de pesquisas norte-americanas indicam que animais afetados podem deixar de ganhar entre 13,6 e 18,1 quilos devido à dor, à redução do consumo de alimentos e à dificuldade para localizar água e pastagem.

Nos casos mais graves, o impacto é maior. Bezerros com apenas um olho comprometido podem perder cerca de 9 quilos em relação aos animais sadios. Quando os dois olhos são atingidos, a diferença pode se aproximar de 30 quilos ao longo de 205 dias.

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A conta também inclui medicamentos, atendimento veterinário e mão de obra para separar, conter e tratar os animais. Cicatrizes na córnea, deformações ou perda da visão podem reduzir o valor dos bovinos na comercialização e, em determinadas situações, levar ao descarte antecipado.

Na pecuária leiteira, o desconforto e a redução da ingestão de alimento podem afetar a produção. Em rebanhos de corte, a menor evolução de peso compromete o resultado principalmente quando a doença atinge bezerros próximos da desmama. Durante surtos, a enfermidade pode alcançar grande parte dos animais jovens de um lote.

As amostras que permitiram identificar a Moraxella tarda foram coletadas em 2018 pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul. As análises bioquímicas, fisiológicas e genômicas foram aprofundadas nos laboratórios da Embrapa Gado de Leite, em Minas Gerais, e da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

A comparação do material genético mostrou que a bactéria pertence ao gênero Moraxella, mas apresenta diferenças suficientes para ser classificada como uma nova espécie. O microrganismo também demonstrou crescimento lento em laboratório.

A descoberta não permite afirmar que a Moraxella tarda seja, isoladamente, a causadora da doença. A bactéria foi encontrada em animais com sinais clínicos, mas seu papel no desenvolvimento, na gravidade e na transmissão da enfermidade ainda precisará ser investigado.

Historicamente, a Moraxella bovis é considerada o principal agente da ceratoconjuntivite. Pesquisas mais recentes mostram, porém, que outras espécies podem estar presentes nos rebanhos afetados, entre elas a Moraxella bovoculi e a Moraxella oculi.

A diversidade bacteriana pode ajudar a explicar por que algumas vacinas não apresentam a mesma eficácia em todas as propriedades. Produtos desenvolvidos contra uma ou poucas espécies podem oferecer proteção limitada em rebanhos nos quais circulam agentes diferentes.

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“Essa descoberta é importante para termos vacinas polivalentes que possam, com a seleção de animais mais resistentes e com outras estratégias de manejo, controlar efetivamente a doença”, afirma o pesquisador da Embrapa Fernando Cardoso, um dos autores do trabalho.

Amostras da nova espécie foram depositadas em coleções de referência na Bélgica, em Portugal e no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O procedimento permite que outros centros de pesquisa tenham acesso à mesma linhagem para realizar novos estudos e comparar resultados.

A complexidade da doença já havia sido observada em um surto entre novilhas da raça Holandesa no Campo Experimental da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco, Minas Gerais. A enfermidade atingiu 72% do lote.

Os exames identificaram a presença conjunta de Moraxella bovoculi e, pela primeira vez no Brasil, de Moraxella oculi. Nenhuma amostra da tradicional Moraxella bovis foi encontrada nas lesões, mostrando que quadros severos podem ocorrer mesmo sem o agente historicamente considerado principal.

Um novo projeto da Embrapa, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), investiga surtos em bacias leiteiras mineiras. O objetivo é mapear a diversidade bacteriana, desenvolver testes rápidos de diagnóstico e identificar alvos para vacinas capazes de proteger contra diferentes espécies.

Fonte: Pensar Agro

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