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Preço do café arábica continua em queda, enquanto robusta registra variações mistas nesta sexta-feira (07)

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Os preços do café arábica seguem em trajetória de baixa na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta exibe variações mistas na Bolsa de Londres nesta manhã de sexta-feira (07). De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, após três pregões consecutivos de forte valorização, os interesses de curto prazo de fundos e especuladores têm pressionado as cotações futuras para baixo nas bolsas internacionais. No entanto, os fundamentos do mercado permanecem inalterados: os estoques de café continuam baixos, tanto nos países produtores quanto nos consumidores, e os problemas climáticos persistem em diversas regiões do planeta.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o café arábica apresentava uma queda de 2.250 pontos, cotado a 393,00 cents/lbp no vencimento de março/25. Para o contrato de maio/25, a queda era de 365 pontos, negociado a 383,50 cents/lbp. No vencimento de julho/25, o valor recuava 295 pontos, com a cotação de 374,60 cents/lbp, e para setembro/25, o arábica apresentava uma baixa de 270 pontos, sendo negociado a 365,25 cents/lbp.

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O café robusta, por sua vez, registrava uma queda de US$ 201, cotado a US$ 5.452/tonelada no contrato de março/25, mas apresentava variações para os contratos seguintes. O vencimento de maio/25 teve um aumento de US$ 6, negociado a US$ 5.433/tonelada. O contrato de julho/25 registrou alta de US$ 4, sendo cotado a US$ 5.390/tonelada, enquanto o vencimento de setembro/25 apresentou uma diminuição de US$ 3, com cotação de US$ 5.316/tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.

Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.

“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.

Leilões não conseguem sustentar preços do arroz

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.

A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.

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Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.

Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.

Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais

Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.

O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.

Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025

A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.

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O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.

Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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