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Preço do Boi Gordo Registra Alta e Atinge R$ 347,55 por Arroba

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O preço do boi gordo segue sua trajetória de alta e, em 22 de novembro, foi cotado a R$ 347,55 por arroba, com um aumento de 0,14% em relação ao dia anterior. No acumulado do mês, o preço já registra uma valorização de 9,09%, evidenciando a firmeza do mercado interno e o bom desempenho das exportações.

Em termos de dólares, a arroba foi negociada a US$ 59,82, mantendo estabilidade diante de um cenário cambial controlado. A sequência de aumentos diários, como os observados em 21 de novembro (0,75%) e 18 de novembro (0,58%), sinaliza um mercado em crescimento contínuo.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o mercado da pecuária está fortalecido, com preços sustentados pela demanda sólida, tanto interna quanto externa, e pela ausência de encargos como o Funrural.

O preço médio a prazo do boi gordo no estado de São Paulo também apresentou alta. No dia 22 de novembro, esse valor foi de R$ 350,60 por arroba, refletindo um aumento diário de 0,13% e uma alta acumulada de 9,03% no mês, consolidando a tendência de valorização.

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Considerando o impacto da taxa de juros CDI em operações a 30 dias, o Preço Médio a Prazo (PMP) foi registrado em R$ 12,17. Esses dados demonstram um mercado consistente, com elevações graduais e uma demanda robusta, o que reforça o cenário positivo para o setor da pecuária no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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