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Preço da Soja Cai em Chicago com Clima Favorável nos EUA

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Os preços da soja iniciaram a semana em queda na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira (3), por volta das 7h25 (horário de Brasília), as cotações recuaram entre 7,50 e 9,75 pontos, levando o valor do bushel abaixo dos US$ 12,00. O contrato de julho registrou US$ 11,95, enquanto o contrato de novembro, referência para a safra americana, marcou US$ 11,77. O mercado está focado nas condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

“O clima permanece favorável em todo o Corn Belt, sem ameaças às safras até o momento, com chuvas normais e boa reserva hídrica no solo. Os mapas divulgados no domingo (2), de acordo com o modelo europeu, indicam poucas chuvas para o Meio-Oeste nos próximos 10 dias, o que é positivo para as safras em geral e para o avanço do plantio”, explicou Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro.

Sousa também destacou a importância da atualização das temperaturas das águas do Pacífico Equatorial, que pode fornecer informações mais claras sobre a possibilidade de um novo fenômeno La Niña. Essas atualizações estão previstas para esta segunda-feira.

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Além disso, os traders aguardam os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que serão divulgados às 17h (horário de Brasília), após o fechamento da sessão de hoje. Esses dados trarão atualizações sobre o avanço do plantio 2024/25 e, possivelmente, sobre as condições das lavouras de milho, informações que podem influenciar o mercado.

Adicionalmente, há expectativa em relação aos números dos embarques semanais norte-americanos, que também serão divulgados hoje, além do comportamento da demanda e da competitividade da soja brasileira, que ainda se mantém superior à da oleaginosa dos EUA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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