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Prazo para Entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural 2024 Já Está Aberto

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Os proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de propriedades rurais em todo o Brasil têm até o dia 30 de setembro para enviar as declarações do Imposto Territorial Rural (DITR 2024). Este ano, a tecnologia desenvolvida pelo Serpro para a Receita Federal trouxe inovações que garantem mais segurança e praticidade no processo, incluindo novas modalidades de pagamento por PIX e o bloqueio automático do envio em casos de divergência entre a área declarada e a registrada no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB).

O programa gerador da declaração do ITR 2024 deve ser baixado no site da Receita Federal, preenchido e enviado pela internet. Todos os proprietários, independentemente do tamanho ou uso da terra, são obrigados a entregar a declaração, inclusive aqueles isentos. O montante arrecadado é dividido entre o governo federal, que incorpora a sua parte ao Orçamento da União, e as prefeituras dos municípios onde as propriedades estão localizadas.

“Ao contrário do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), o período de entrega das declarações do ITR tende a registrar um grande volume logo no início. As entregas começaram na última quarta-feira, 12, e, só no primeiro dia, foram recebidas 492.751 declarações”, relatou Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.

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Novidades para 2024

Entre as novidades deste ano, destaca-se o impedimento automático do envio da declaração caso haja discrepância entre a área declarada e a registrada no Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB). Além disso, novas opções de pagamento por PIX foram adicionadas, ampliando as formas de quitação, que antes eram restritas ao uso de QR Code.

Outra mudança importante é decorrente de uma alteração no Código Florestal, eliminando a obrigatoriedade da apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para isenção do ITR em áreas de reserva legal ou de preservação permanente (APPs). Agora, a situação de isenção pode ser comprovada apenas com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro obrigatório que reúne todas as informações necessárias sobre a propriedade rural.

Cálculo do Imposto

O valor do ITR varia conforme o tamanho da propriedade e seu grau de utilização. Quanto maior a área e menos utilizada para atividades agrícolas ou pecuárias, maior será o imposto a ser pago. Áreas protegidas ambientalmente e cobertas por florestas são excluídas do cálculo. Propriedades de pequenas glebas rurais, cujos proprietários não possuam outros imóveis, e terrenos rurais de instituições sem fins lucrativos destinados à educação e assistência social, também estão isentos do pagamento.

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A obrigatoriedade de entrega da declaração também se aplica a pessoas físicas ou jurídicas que perderam a posse ou o direito de propriedade do imóvel rural entre 1º de janeiro de 2024 e a data limite para o envio do ITR 2024, devido à transferência ou incorporação do imóvel ao patrimônio do expropriante. É importante lembrar que a falta de declaração ou de pagamento do ITR impede a venda da propriedade rural e a obtenção de financiamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja garante superávit da balança comercial do Piauí e reforça força do agronegócio estadual

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O agronegócio voltou a desempenhar papel decisivo na economia do Piauí em maio de 2026. Impulsionado principalmente pela soja, o estado registrou superávit na balança comercial ao exportar US$ 109,8 milhões e importar US$ 10,6 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Embora os embarques tenham apresentado desaceleração em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado positivo evidencia a relevância do setor agropecuário para a geração de divisas e para a manutenção do equilíbrio das contas externas piauienses.

Exportações recuam, mas saldo comercial permanece positivo

As exportações do estado registraram queda de 15,7% na comparação com maio de 2025. Em relação a abril deste ano, o recuo foi de 10,9%.

Por outro lado, as importações apresentaram retração ainda mais significativa, com redução de 75% frente ao mesmo mês do ano passado. Esse movimento contribuiu diretamente para a manutenção do saldo positivo da balança comercial estadual.

No acumulado de 2026, o Piauí exportou US$ 371,4 milhões, abaixo dos US$ 444,4 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Soja responde por quase 84% das exportações

A soja manteve sua posição de principal produto da pauta exportadora piauiense. Em maio, a oleaginosa movimentou US$ 92,1 milhões, representando 83,9% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.

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Além da soja em grão, outros produtos contribuíram para o desempenho das exportações, entre eles:

  • Gorduras e óleos animais e vegetais: US$ 4,5 milhões;
  • Farelo de soja e derivados: US$ 4,1 milhões;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Minério de ferro;
  • Mel natural.

A forte participação da soja evidencia a crescente importância do Cerrado piauiense no cenário agrícola nacional, especialmente na produção de grãos destinados ao mercado internacional.

China lidera compras dos produtos piauienses

A China permaneceu como principal destino das exportações do estado, absorvendo 65,6% dos embarques realizados em maio.

Além do mercado chinês, outros países também se destacaram entre os compradores dos produtos piauienses, como Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

A diversificação dos destinos reforça a competitividade da produção agropecuária estadual e amplia as oportunidades de inserção do Piauí no comércio global.

Cerrado piauiense impulsiona crescimento do agro

A base produtiva responsável pelo desempenho das exportações está concentrada na região dos Cerrados, considerada a principal fronteira agrícola do estado.

Municípios como Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí seguem liderando a produção e os embarques, impulsionados pelo avanço tecnológico, pela expansão de novas culturas e pelo fortalecimento da agroindústria.

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Investimentos em infraestrutura, logística, inovação e sustentabilidade também têm contribuído para ampliar a competitividade da região e consolidar o agronegócio como um dos pilares da economia estadual.

Agronegócio segue estratégico para o desenvolvimento econômico

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, a evolução do agronegócio no Cerrado piauiense é resultado de um processo contínuo de modernização e expansão produtiva.

De acordo com o gestor, o setor busca constantemente aprimorar seu ecossistema produtivo, incorporando novas culturas agrícolas e fortalecendo a agroindústria, com apoio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à competitividade.

Com a soja liderando as exportações e o Cerrado consolidado como uma das principais regiões produtoras do país, o agronegócio segue sendo o principal responsável pela geração de riqueza, empregos e divisas para o Piauí.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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