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Potencial Brasileiro para CCS na Produção de Etanol Ainda Carece de Conhecimento Profundo dos Reservatórios

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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revela que o Brasil possui áreas de forte potencial para a captura e armazenamento de carbono (CCS), especialmente em regiões produtoras de biocombustíveis como interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e partes do Paraná. No entanto, o conhecimento sobre esses reservatórios salinos ainda é limitado.

Em um fact sheet divulgado nesta terça-feira (25/6), a EPE enfatiza a necessidade de avançar nos estudos para identificar locais ideais de estocagem de CO2. Heloisa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, ressalta a importância dessas áreas no contexto global de redução de emissões, conforme estipulado pelo Acordo de Paris.

Desafios e Potencial de Investimento

A tecnologia de captura de carbono biogênico (BECCS), associada à produção de biocombustíveis, emerge como uma das principais fronteiras climáticas. Essa abordagem não apenas contribui para a mitigação das emissões, mas também fortalece a estratégia nacional de energia sustentável.

Atualmente, o Brasil demonstra alto potencial para implementar BECCS na produção de etanol de cana-de-açúcar e milho, aproveitando os fluxos de CO2 gerados por esses processos. Um exemplo é o investimento significativo da FS, produtora de etanol de milho, em um sistema para captura e armazenamento de CO2 na Bacia dos Parecis, em Mato Grosso.

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Oportunidades e Desafios Técnicos

Nathalia Weber, fundadora da CCS Brasil, destaca que os desafios técnicos associados aos CCS em reservatórios salinos são superáveis com investimentos adequados em pesquisa geológica. Ela aponta que o conhecimento atual concentra-se mais nos reservatórios de óleo e gás, deixando os salinos ainda subexplorados.

Exemplos Internacionais e Perspectivas Globais

Raquel Filgueiras, da Norway Innovation, menciona o projeto Northern Lights na Noruega como um exemplo notável de utilização de reservatórios salinos para armazenamento de carbono. No entanto, os investimentos globais nessa área ainda estão predominantemente concentrados na Europa e América do Norte, com os Estados Unidos liderando em projetos de armazenamento geológico de carbono.

Enquanto isso, no Brasil, o desafio é explorar plenamente o potencial dos reservatórios salinos, alinhando estratégias de bioenergia e sustentabilidade ambiental para um futuro mais limpo e resiliente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística

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O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.

No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.

Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.

“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.

Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes

Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

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A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.

Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.

“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.

A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa

Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:

  • Porto de Santos (SP)
    • O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
  • Porto de Paranaguá (PR)
    • O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
  • Porto de Suape (PE)
    • O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
  • Complexo do Pecém (CE)
    • O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
  • Porto do Açu (RJ)
    • O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
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Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.

O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.

“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.

Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).

Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global

Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.

A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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