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Portos privados lideram crescimento da movimentação portuária no Brasil em janeiro

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Terminais privados puxam alta da movimentação portuária no país

Os terminais de uso privado (TUP) iniciaram 2026 em forte ritmo de crescimento e consolidaram sua importância na logística brasileira. Em janeiro, esses terminais movimentaram 68,6 milhões de toneladas, alta de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, os portos privados passaram a responder por 66% de toda a carga portuária do país. Já os portos organizados movimentaram 35,3 milhões de toneladas, com crescimento de 10,3%.

No total, a movimentação portuária brasileira atingiu 103,9 milhões de toneladas no mês, avanço de 12,8%.

Os dados foram divulgados pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), com base em informações do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Petróleo e exportações impulsionam avanço dos terminais

O principal destaque entre os tipos de carga foi o granel líquido e gasoso, que cresceu 30,6%, somando 25,9 milhões de toneladas movimentadas.

Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de longo curso, que avançaram 60,7%, refletindo o aumento das exportações, especialmente no setor de petróleo.

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Entre os polos estratégicos, destacam-se:

  • São João da Barra
  • Angra dos Reis
  • São Sebastião

Nessas regiões, três terminais concentraram grande volume de movimentação:

  • Terminal de Petróleo TPET/TOIL – Açu (RJ): 7,6 milhões de toneladas (+159,8%)
  • Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (Transpetro): 6 milhões de toneladas (+20,6%)
  • Terminal Aquaviário de São Sebastião (Transpetro): mais de 5 milhões de toneladas (+11%)
Agronegócio e mineração sustentam crescimento do granel sólido

O granel sólido também apresentou desempenho positivo, com alta de 10% e movimentação de 35,1 milhões de toneladas.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas commodities agrícolas e minerais, com destaque para:

  • Soja: +108,5%
  • Milho: +48,5%
  • Bauxita: +9,1%

Outro fator relevante foi o avanço da navegação interior, que registrou aumento de 70,8% na movimentação de granel sólido, reforçando o papel estratégico das hidrovias no escoamento da produção.

Carga conteinerizada cresce pouco e carga geral recua

A movimentação de carga conteinerizada teve leve alta de 1,2%, totalizando 4,7 milhões de toneladas.

Na contramão dos demais segmentos, a carga geral apresentou queda significativa de 22,5%. Entre 34 terminais com dados comparáveis, apenas 13 registraram crescimento, enquanto 20 tiveram retração e um não apresentou movimentação no período.

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Terminais com crescimento acima de 200% se destacam

O levantamento da Associação de Terminais Portuários Privados também identificou desempenhos expressivos entre terminais privados.

Considerando unidades com movimentação mínima de 39,5 mil toneladas nos dois períodos analisados, três TUP registraram crescimento superior a 200%:

  • Terminal Vila do Conde (Hidrovias do Brasil), no Pará: +637,4% (724 mil toneladas)
  • Cargill Agrícola – ETC Miritituba (PA): +448,7% (242,1 mil toneladas)
  • Terminal de Grãos Ponta da Montanha (PA): +254,3% (226,6 mil toneladas)
Portos privados reforçam papel estratégico na logística nacional

Para o presidente da Associação de Terminais Portuários Privados, Murillo Barbosa, o desempenho reforça a importância dos terminais privados para a economia brasileira.

Segundo ele, o avanço dos TUP demonstra a eficiência da infraestrutura privada na logística nacional e sua contribuição para o fortalecimento das exportações.

O cenário indica que os portos privados seguem ganhando protagonismo, especialmente no escoamento de commodities, consolidando o Brasil como um dos principais players globais no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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