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Políticas públicas ‘bombam’ a agricultura em Louveira, que planeja abrir escola agrícola

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Louveira é um pequeno município da região de Jundiaí (SP), com 52 mil habitantes. Seria uma pacata cidade do interior paulista, como tantas outras, não fosse por um grande diferencial: o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Estado de São Paulo fica ali. Essa riqueza vem da arrecadação de grandes indústrias e centros de distribuição, como a Procter & Gamble, DHL, Nike, Ambev, O Boticário, Magazine Luiza, entre outras.

A região foi colonizada principalmente por italianos, que se dedicaram à agricultura. Aos poucos eles foram desenvolvendo e incrementando a fruticultura e estabeleceram uma produção relevante para a região e para o país. As políticas públicas que a prefeitura adota têm a finalidade de preservar essa memória e valorizar a tradição dos imigrantes. De acordo com o prefeito Estanislau Steck, as medidas devem favorecer a permanência de famílias no campo e manter a produção rural sustentável, atividade econômica que concorre com os setores imobiliário, industrial e de serviços.

A arrecadação de impostos gerada pelas grandes empresas permite à prefeitura manter políticas de incentivo à agricultura, em especial, à produção de uva, caqui e figo. O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Pedro Geraldo de Campos Neto, se reuniu nesta quarta-feira (10) com o superintendente de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Guilherme Campos, para apresentar as principais políticas públicas desenvolvidas na cidade e solicitar apoio do Mapa para outras iniciativas.

“É realmente um município diferenciado em relação à produção agrícola. É um exemplo de gestão que tem condições de estimular a fruticultura”, disse Guilherme, afirmando que convidou o ministro Carlos Fávaro para visitar aquela região. Ele gostou muito da agenda e está programando a visita.

Uma das políticas da prefeitura para o setor é o Promif – Programa Municipal de Incentivo à Fruticultura – Programa Municipal de Incentivo à Fruticultura, implementado por lei municipal há dez anos. O produtor de frutas que comprovar as boas práticas agrícolas e ambientais recebe anualmente R$ 6.325 por hectare cultivado (valor atualizado em 2023). O controle é feito por um agrônomo terceirizado, idôneo, que visita as propriedades e verifica o cumprimento das metas administrativas, sociais, agronômicas e ambientais.

Para cultivos com certificado de produção orgânica, biodinâmica, integrada ou outro semelhante o valor do benefício é acrescido em 30%. “A ideia é incentivar os produtores a manter a atividade rural. O dinheiro cai direto na conta do agricultor que cumprir as exigências”, explicou Pedro.

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Outra política implementada em maio do ano passado, também por lei municipal, é o Programa Municipal de Incentivo ao Cultivo ProtegidoPrograma Municipal de Incentivo ao Cultivo Protegido. O fruticultor que adquirir telas antipássaros, antigranizo, filmes plásticos, ráfia e estruturas necessárias para a instalação desses itens recebe um reembolso de 50% do valor investido, limitado a R$ 30 mil por ano. Se o cultivo for comprovadamente orgânico, biodinâmico ou integrado, o subsídio passa a 70% do investimento, limitado a R$ 50 mil.

Um terceiro diferencial da agricultura em Louveira é o reembolso de 20% do valor líquido do prêmio do seguro ruralreembolso de 20% do valor líquido do prêmio do seguro rural, índice ampliado por lei municipal do ano passado. Em 2022, esse programa beneficiou 78 agricultores cobertos por 126 apólices. Segundo Pedro, em geral as prefeituras oferecem 15% sobre o valor bruto das apólices.

Uma parceria entre a prefeitura e a Associação de Produtores Rurais de Louveira prevê o repasse de R$ 685 mil por ano para que a entidade gerencie e operacionalize serviços de mecanização agrícolaserviços de mecanização agrícola nas propriedades. A medida facilita o preparo do solo, pulverização, plantio, amostragem de solo, entre outros serviços. Cerca de cem produtores são associados.

ESCOLA E FÁBRICASCOLA E FÁBRICA

Pedro falou ao superintendente que a prefeitura vai abrir em breve uma fábrica municipal de suco de uva. São 400 metros de área construída onde vai operar um equipamento que o município recebeu do Estado há cerca de 20 anos. A fábrica deve gerar ao menos 20 empregos diretos e o investimento é de R$ 5 milhões, segundo o secretário.

A ideia é comprar uva de uma cooperativa que está sendo formada a partir da associação de produtores. “A fábrica vai servir como um entreposto, como atração turística, porque as pessoas vão querer conhecer, e será uma garantia para a sazonalidade das frutas”, disse Pedro.

Também está nos planos para os próximos meses a abertura de uma escola agrícola na área rural do município. O imóvel já está disponível, com duas salas de aula, e a ideia é estabelecer parcerias como o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e outras instituições para oferecer capacitação e formar jovens agricultores.

Parceria já firmada com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Microempresa) vai permitir ao município capacitar produtores para o turismo rural. Um consultor foi cedido para atuar nesse treinamento. O município também está sinalizando com placas as trilhas de cicloturismo, que é forte na região. Para completar a lista, Louveira acaba de regulamentar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

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DESAFIO

DESAFIOO produtor Gil Lourenzon, de Louveira, é um dos que se beneficiam das políticas públicas municipais. Ele adquiriu a tela específica do programa de cultivo protegido e já cobriu 2.500 pés de seu parreiral. “Parece um sombrite, mas é mais resistente e branca, para não impedir a passagem da luz do sol que a planta precisa”, disse.

Segundo ele, a tela evita que as maritacas – comuns na região – destruam os frutos e causem prejuízos, além de proteger contra o granizo, funcionar como quebra-vento e melhorar a coloração das uvas. “Com essa proteção, não preciso do seguro rural, o que significa uma economia considerável”, afirmou.

Lourenzon tem 3,5 hectares plantados e disse que não expande a área para receber mais benefícios por dificuldade de encontrar mão de obra para a lavoura. “Para trabalhar com uva precisa de carinho, dedicação, é planta por planta. Como o município é muito industrializado, falta gente para trabalhar no campo. Infelizmente é um limitador.”

O produtor elogiou os grandes programas do município, mas destacou o apoio recebido com o maquinário agrícola oferecido pela prefeitura. “O preparo da terra é caro, a gente gastaria cerca de R$ 250 por hora-máquina. Aqui recebemos essa ajuda sem custo”, afirmou. Ele disse estar muito contente por ser agricultor no município. “São projetos que fazem a gente querer permanecer na área rural.”

Daniel Miqueletto, produtor de uva e proprietário de uma vinícola no município, fez questão de destacar a contrapartida dos produtores que pleiteiam o benefício do Promif. Segundo ele, as boas práticas adotadas na produção agrícola favorecem o coletivo. O programa quantifica o não assoreamento de córregos e o abastecimento do lençol freático, que garantem o consumo de água potável pela população. A maioria dos produtores locais não irriga a plantação e faz os manejos adequados.

Miqueletto disse ainda que o programa exige boas práticas como controle de erosão, caixas de contenção, rastreabilidade, cobertura de solo, descarte adequado de resíduos, crianças da propriedade matriculadas em escolas, entre outras. Ele atuou na concepção do Promif e lembra que a iniciativa foi inspirada no Colorado (EUA) e teve o apoio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em 2013.

Fonte: Assessora de Comunicação Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá leva mais de 500 atendimentos ao Residencial Nico Baracat

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, neste sábado (11), mais de 554 atendimentos e ofereceu diversos serviços gratuitos aos moradores do Residencial Nico Baracat durante a Ação Intersetorial realizada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lídio Lira Santana. A iniciativa reuniu secretarias municipais e instituições parceiras para facilitar o acesso da população a serviços de saúde, assistência social, empregabilidade, defesa do consumidor, garantia de direitos, meio ambiente e bem-estar animal em um único local.

A ação, organizada pela Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal (BEA), integra um calendário de atendimentos itinerantes que busca aproximar os serviços públicos das comunidades. Ao longo da ação, a Pasta aplicou 215 vacinas polivalentes em cães e gatos.

De acordo com a coordenadora da BEA, Maria Moraes, esta é a segunda edição da iniciativa nos bairros. “Estamos levando essas ações com mais frequência para dentro das comunidades, oferecendo vacinação, orientação, cadastro para castração e aproximando a população dos serviços do Bem-Estar Animal. Hoje tivemos um retorno muito positivo. Levamos 300 doses da vacina polivalente e aplicamos a maioria antes mesmo da metade do evento”, afirmou Maria.

O secretário-adjunto de Relações Comunitárias, Amarildo Batista, explicou que a ação conta com o apoio de diversas secretarias municipais. “Essa é uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Bem-Estar Animal, mas que reúne várias pastas, incluindo o gabinete da vereadora Samantha Iris. Já realizamos uma edição no Passaredo, agora no Nico Baracat, e teremos outras nas regiões Leste e Oeste da cidade. A Secretaria de Relações Comunitárias oferece toda a estrutura logística para que esses serviços cheguem aos bairros”, destacou.

A moradora Daiane Batista aprovou a iniciativa e aproveitou para vacinar sua gata. “É muito importante porque há muitos animais abandonados. Eu mesma cuido de vários que adotei. Muitas pessoas não têm condições de pagar por vacinas ou castração. Hoje consegui vacinar uma gatinha e um cachorro e também fiz o cadastro para castração”, contou.

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Morador do Nico Baracat II, Carlos Guia Ferreira também aproveitou a oportunidade para vacinar o cachorro Thor. “No mercado, essas vacinas são caras. É muito importante trazer esse atendimento para perto da população, porque facilita bastante”, elogiou.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental aplicou vacina antirrábica em 128 cães e 22 gatos, totalizando 150 animais imunizados.

A Secretaria Municipal de Saúde também realizou 24 atendimentos, com aferição de pressão arterial, testes de glicemia e vacinação contra gripe, Covid-19, hepatite B, tríplice viral, tétano e febre amarela. Além disso, a Pasta promoveu o cadastramento e a atualização de usuários da Atenção Básica por meio dos Agentes Comunitários de Saúde, permitindo o agendamento de consultas e o acompanhamento nas unidades de saúde. Ao todo, foram feitos 21 cadastros de moradores.

A Defensoria Pública realizou 15 atendimentos, prestando orientação jurídica, emitindo declarações de hipossuficiência e auxiliando na solicitação de segunda via da certidão de nascimento. A moradora Adriana Cristina aproveitou a ação para buscar apoio jurídico na tentativa de conseguir exames médicos para o filho. “Trabalho durante a semana e não tenho tempo para resolver essas questões. Ter esse atendimento no sábado ajuda muito a população”, afirmou.

Com a Van Itinerante presente na ação, o Sine Municipal disponibilizou mais de 600 vagas de emprego em diversas áreas. Entre as oportunidades, estavam vagas para analista de laboratório químico, almoxarife, ajudante de obras, ajudante de motorista, assistente de logística e assistente de engenharia, com salários entre R$ 1.900 e R$ 3 mil.

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A Secretaria Municipal da Mulher realizou 34 atendimentos, sendo 12 inscrições para o projeto Lutadoras, 17 atendimentos pelo Armário Solidário, com a distribuição de 80 peças entre roupas e calçados, quatro atendimentos para inscrições em cursos profissionalizantes e um atendimento da Van Rosa. Também foram prestadas orientações por meio do projeto Cuiabá Acolhe Mulheres, voltado ao acolhimento e ao suporte de mulheres em situação de violência.

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou orientações sobre o Cadastro Único, além de consultas relacionadas ao bloqueio e ao cancelamento do Bolsa Família. Já o Procon Municipal participou da ação com abertura de reclamações, orientações e atendimento sobre faturas de água, energia elétrica e demais relações de consumo.

A Vigilância Sanitária orientou a população sobre emissão de alvarás sanitários, carteira sanitária, registro de denúncias e licenças veiculares. Também esteve em exposição, por meio da Vigilância Ambiental, uma mostra de animais sinantrópicos, como serpentes, escorpiões, morcegos e o mosquito transmissor das arboviroses, promovendo atividades educativas sobre prevenção de acidentes e doenças.

O Horto Florestal distribuiu 75 mudas de espécies como mogno, acerola, goiaba, caju, pata-de-vaca e ata, incentivando o plantio e a preservação ambiental.

Entre as instituições parceiras, o Instituto Visão Solidária realizou 20 atendimentos, oferecendo testes de visão e apresentação de armações de óculos de grau e solares. A instituição mantém unidades no CPA II, Pedra 90 e Centro de Cuiabá. Outra parceria foi com o Movido Açaí, que realizou a distribuição gratuita de açaí aos participantes e moradores, reforçando o caráter social da iniciativa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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