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Plenário do Senado aprova modernização do registro de pesticidas

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Após 24 anos de debate no Congresso Nacional, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei 1459/2022 que moderniza a legislação dos pesticidas no país. Aprovada de forma simbólica, a proposta propõe a criação de um novo marco legal para a produção, registro, comercialização, transporte, inspeção, fiscalização e uso de defensivos agrícolas no país. O projeto segue agora para sanção presidencial.

Durante mais de duas décadas, a discussão em torno dessa proposta foi pouco movimentada, até que no ano passado, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na Câmara dos Deputados, impulsionou a urgência e o mérito da matéria culminando na aprovação por uma ampla margem de votos; sendo 301 votos a favor, contra 150 e duas abstenções desenvolvidos na ocasião.

No Senado, o relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentou complementação de voto onde acatou as solicitações feitas pela FPA.

Contarato manteve, entre outros pontos, um prazo máximo de dois anos para o registro de novos defensivos – hoje o tempo médio para autorização das moléculas inéditas é entre oito e dez anos e, a retirada da exigência de análise de risco para aprovação de produtos genéricos de moléculas já em uso no País. Além da concentração dos procedimentos de registro dos produtos no Ministério da Agricultura, tendo apoio da Anvisa e do Ibama para assuntos técnicos.

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De acordo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), coordenadora política da bancada na Casa, a modernização da lei dos pesticidas é uma vitória para o setor agropecuário brasileiro. Ela ressaltou que o resultado traz benefícios não apenas para os grandes produtores, mas também para os pequenos, promovendo avanços em termos de inovação tecnológica e sustentabilidade.

“Vitória para o agro! Todos têm a ganhar, produtores de todos os tamanhos. E o Brasil se insere ainda mais, com esse projeto, na política moderna de inovação, tecnológica e sustentabilidade”, destacou a senadora.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion (PP-PR) ressalta que o projeto atende às expectativas do setor agropecuário. Lupion esclarece que a articulação da Bancada no Congresso Nacional foi determinante para avançar no texto.

“Eram quatro pontos principais de dúvidas que tínhamos. Além do nome, a análise de risco, a questão da reavaliação e do registro temporário. Conseguimos avançar nesses quesitos e fizemos um esforço para que o texto não precise voltar à Câmara dos Deputados”, frisou.

Competitividade

Um dos pontos cruciais do projeto é facilitar a chegada ao mercado de pesticidas mais modernos, menos tóxicos e mais alinhados com práticas ambientais corretas. Vice-presidente da FPA no Senado, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) disse que o texto não ficou dentro do ideal, mas ficou o texto possível para o fortalecimento da competitividade do Brasil no cenário global do setor agropecuário, permitindo acompanhar os avanços de outros importantes competidores mundiais.

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“A aprovação desse projeto representa um marco para a agricultura brasileira. Trata-se de uma conquista que impactará positivamente desde os pequenos agricultores até os grandes, possibilitando o acesso a tecnologias mais avançadas e produtos menos agressivos ao meio ambiente”, enfatizou o senador.

“Para quem não conhece o tema, hoje demora quase 12 anos para aprovar uma nova molécula no Brasil. Enquanto a agricultura caminha a passos largos, os pesticidas não acompanham esse processo e, por isso, não impulsionam a produção de alimentos”, finalizou o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) durante a deliberação do Projeto de Lei dos Pesticidas no Senado Federal.

Fonte: Agência FPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tilápia brasileira ganha reforço com medidas de São Paulo e Pernambuco contra concorrência das importações

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A piscicultura brasileira conquistou importantes avanços nesta semana com a adoção de medidas por parte dos governos de São Paulo e Pernambuco voltadas ao fortalecimento da produção nacional de tilápia. As iniciativas são vistas pelo setor como estratégicas para garantir maior competitividade aos produtores brasileiros diante do crescimento das importações de filé de tilápia, especialmente provenientes do Vietnã.

A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) comemorou as decisões e destacou que as ações representam uma resposta concreta às demandas da cadeia produtiva por maior equilíbrio tributário e rigor sanitário na comercialização de pescados importados.

São Paulo estabelece tributação para filé de tilápia importado

No dia 2 de junho, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a publicação de um decreto que passará a estabelecer uma alíquota de ICMS para o filé de tilápia importado.

Segundo representantes do setor, a medida contribui para reduzir distorções tributárias e criar condições mais equilibradas de concorrência entre o produto nacional e os importados. O objetivo é fortalecer a indústria aquícola brasileira, que vem ampliando sua participação no mercado interno e investindo em tecnologia, sustentabilidade e geração de empregos.

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A iniciativa é considerada um marco para a piscicultura nacional, especialmente por partir do maior mercado consumidor do país.

Pernambuco reforça barreiras sanitárias para proteger a produção local

Outro avanço importante ocorreu em Pernambuco. Nesta terça-feira (3), a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO) publicou uma portaria suspendendo a comercialização de pescados que possam representar riscos sanitários à produção aquícola estadual.

A medida contempla produtos relacionados à importação de tilápia e reforça a necessidade de controles sanitários rigorosos para evitar a entrada de agentes que possam comprometer a saúde dos plantéis brasileiros.

Para o setor produtivo, a decisão fortalece os mecanismos de defesa agropecuária e amplia a segurança para produtores, consumidores e toda a cadeia de abastecimento.

Estados ampliam debate sobre proteção à piscicultura

De acordo com a PEIXE BR, as medidas adotadas por São Paulo e Pernambuco representam um passo importante para a construção de um ambiente de negócios mais competitivo e sustentável para a piscicultura brasileira.

A entidade destaca que outros estados também avaliam iniciativas semelhantes. Mato Grosso e Bahia estão entre as unidades da federação que discutem mecanismos de proteção à cadeia produtiva, demonstrando uma crescente preocupação com a manutenção da competitividade do setor diante do aumento das importações.

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O movimento reflete o esforço conjunto de governos estaduais, produtores, cooperativas, indústrias e entidades representativas em busca de maior isonomia tributária e sanitária entre os produtos nacionais e estrangeiros.

Setor mantém mobilização em defesa da produção nacional

A PEIXE BR ressaltou que os avanços obtidos são resultado da mobilização de toda a cadeia produtiva da piscicultura brasileira e agradeceu o apoio de produtores, empresas, lideranças e instituições envolvidas nas discussões.

A entidade informou ainda que continuará acompanhando o tema junto aos órgãos competentes para assegurar condições justas de mercado, estimular investimentos e promover o desenvolvimento sustentável da piscicultura nacional.

Com o Brasil consolidado entre os maiores produtores mundiais de tilápia, o setor considera que medidas voltadas ao equilíbrio concorrencial e à segurança sanitária são fundamentais para garantir o crescimento da atividade, ampliar a geração de renda no campo e fortalecer a oferta de pescado de qualidade ao consumidor brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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