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Plantio do milho de verão 2025/26 avança no Centro-Sul e alcança 61,8% da área prevista, aponta Safras & Mercado

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O plantio do milho de verão da safra 2025/26 segue em ritmo próximo ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, até sexta-feira (24), 61,8% da área total estimada de 3,603 milhões de hectares no Centro-Sul do Brasil já havia sido semeada.

O desempenho é praticamente idêntico ao de 2024, quando 61,9% da área de 3,499 milhões de hectares já estava cultivada. A média dos últimos cinco anos para o período é de 61,5%, o que indica avanço dentro da normalidade e condições climáticas favoráveis para o andamento das operações de campo.

Desempenho por estado: Sul lidera o plantio

Os estados da Região Sul mantêm a liderança no plantio do milho de verão, com ritmo adiantado em relação às demais regiões:

  • Rio Grande do Sul: 93,5% da área prevista de 946 mil hectares já plantada;
  • Santa Catarina: 90,2% dos 590 mil hectares cultivados;
  • Paraná: 96,9% da área estimada de 531 mil hectares semeada.
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O bom andamento nestes estados reflete o retorno das chuvas e as condições climáticas favoráveis, que permitiram o avanço rápido das atividades de campo.

Sudeste e Centro-Oeste seguem em ritmo mais lento

Nos estados do Sudeste e Centro-Oeste, o plantio ainda avança de forma mais gradual, em razão da irregularidade das chuvas e do planejamento escalonado de semeadura, comum nessas regiões:

  • São Paulo: 29% dos 298 mil hectares plantados;
  • Minas Gerais: 20,7% da área de 869 mil hectares;
  • Goiás/Distrito Federal: 8,3% da área de 296 mil hectares;
  • Mato Grosso do Sul: 12,3% dos 30 mil hectares previstos;
  • Mato Grosso: 5,8% dos 11 mil hectares estimados.

Segundo analistas, a expectativa é que o ritmo de plantio ganhe força nas próximas semanas, com a regularização das chuvas e o avanço do calendário agrícola.

Comparativo histórico e perspectivas

De acordo com a Safras & Mercado, o avanço de 61,8% até o final de outubro mostra que a safra 2025/26 segue dentro do cronograma esperado, sem atrasos significativos em relação a anos anteriores.

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O cenário atual é considerado positivo, especialmente diante das condições climáticas mais equilibradas após o término do fenômeno El Niño, que havia trazido instabilidade ao início da safra passada.

Com a retomada gradual da umidade do solo e temperaturas adequadas, o potencial produtivo do milho de verão tende a se manter dentro da média histórica da região Centro-Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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