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Plantio de Milho Verão Atinge 72% no Brasil com Boas Condições nas Lavouras, Aponta Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em seu acompanhamento semanal, atualizações sobre o progresso do plantio do milho referente à safra de verão 2024/25. Até o dia 8 de dezembro, 72,2% da área estimada já havia sido semeada, superando o índice de 65,9% registrado no mesmo período da safra anterior (2023/24).

Os estados que lideram o avanço da semeadura incluem Paraná (100%), Santa Catarina (99%), São Paulo (98%), Minas Gerais (95%) e Rio Grande do Sul (87%). Já Goiás (85%), Bahia (60%), Piauí (6%) e Maranhão (3%) seguem em estágios mais iniciais, mas com expectativa de intensificação das atividades nos próximos dias.

Condições Climáticas Impulsionam o Desenvolvimento

De acordo com a Conab, as condições climáticas têm favorecido tanto o desenvolvimento das lavouras quanto a execução dos tratos culturais em estados como Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Goiás. No Piauí, o término do plantio da soja em algumas regiões permitiu o início das atividades com o milho. No Maranhão, a semeadura deverá ganhar maior ritmo em breve.

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Estágios de Desenvolvimento das Lavouras

O levantamento da Conab detalhou que 10,6% das áreas plantadas encontram-se em fase de emergência, 56,1% avançaram para o desenvolvimento vegetativo, 18,5% estão em floração e 15,8% já alcançaram o estágio de enchimento de grãos.

Com o ritmo acelerado do plantio e as condições favoráveis em diversas regiões, a safra de milho verão 2024/25 apresenta perspectivas promissoras até o momento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz ganha suporte externo, mas safra recorde no Mercosul ainda pressiona preços

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O mercado brasileiro de arroz segue pressionado pela ampla oferta interna e pela consolidação de uma safra robusta no Mercosul. Apesar disso, os fundamentos internacionais começam a indicar um cenário mais construtivo para os preços no segundo semestre, com atenção crescente aos riscos climáticos globais e à redução da produção mundial prevista para a temporada 2025/26.

A avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que destaca a mudança gradual no ambiente internacional do cereal, mesmo diante do atual excedente físico observado no mercado doméstico.

Colheita avançada amplia oferta de arroz no Brasil

Segundo a Safras & Mercado, a colheita nacional de arroz já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos no campo.

A produção gaúcha deve alcançar aproximadamente 7,9 milhões de toneladas em base casca, consolidando a safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, o elevado rendimento das lavouras reforça a percepção de ampla disponibilidade do cereal no mercado interno.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, afirma o analista.

Preços seguem pressionados no mercado físico

Com a oferta elevada, as cotações continuam operando com viés baixista, embora parte da pressão seja limitada pela postura mais defensiva de produtores capitalizados, que evitam vendas agressivas.

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Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, os preços do arroz giram entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Já nas regiões da Campanha e Depressão Central, as referências variam entre R$ 56 e R$ 58.

Nas áreas de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios seguem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, considerando produto com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24.

O valor representa queda de 2,29% em relação à semana anterior, recuo de 4,40% frente ao mês passado e desvalorização acumulada de 21,16% na comparação com o mesmo período de 2025.

Balança comercial preocupa setor arrozeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o desempenho da balança comercial do arroz brasileiro. O início da temporada registra importações superiores às exportações, aumentando a necessidade de retomada mais forte dos embarques externos para equilibrar a oferta doméstica.

Segundo Oliveira, a recuperação do fluxo exportador será essencial para reduzir a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses.

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Mercado internacional começa a mostrar sinais positivos

Apesar da pressão interna, o cenário global do arroz começa a apresentar fatores mais favoráveis para sustentação das cotações.

O analista destaca que os contratos negociados em Chicago já operam próximos de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos internacionais.

Além disso, o relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução da área plantada e da produção mundial de arroz para a safra 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores em relação ao ciclo anterior.

Clima e custos elevam preocupação global

As preocupações climáticas também voltaram ao radar do mercado internacional. O possível retorno do fenômeno El Niño, aliado às ondas de calor na Índia e ao excesso de chuvas em Bangladesh, amplia os riscos para a produção global do cereal.

Além dos desafios climáticos, o setor monitora os impactos dos custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, fatores que podem limitar investimentos e afetar a capacidade produtiva em importantes países exportadores.

Segundo Evandro Oliveira, esse conjunto de variáveis começa a alterar gradualmente a percepção do mercado internacional, criando um ambiente potencialmente mais favorável para o arroz no médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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