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Plantio de algodão em Mato Grosso acelera e supera média histórica, aponta Imea

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O plantio do algodão em Mato Grosso registrou um avanço significativo na última semana, alcançando 29,04% da área prevista até o dia 16 de janeiro, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O progresso representa um salto de 20,96 pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pela intensificação das atividades nas áreas de segunda safra, em meio à colheita da soja.

Nas áreas de primeira safra, a semeadura já se aproxima da reta final, indicando um ritmo mais acelerado do que o inicialmente projetado para o ciclo atual.

Plantio supera ritmo da safra passada e média histórica

Apesar de um início mais lento em comparação aos anos anteriores, os trabalhos no campo ganharam força nos últimos dias, superando o desempenho observado na safra 2024/25.

Atualmente, o avanço da semeadura está 9,70 pontos percentuais à frente da safra anterior e 4,84 pontos acima da média das últimas cinco safras, mostrando um ritmo mais eficiente e bem coordenado pelos produtores.

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Região Sudeste lidera; Oeste apresenta maior atraso

O levantamento do Imea destaca diferenças regionais no andamento do plantio. A região Sudeste do estado é a mais adiantada, com 45,84% da área já semeada, enquanto a região Oeste apresenta o desempenho mais lento, com 22,36% de avanço até o momento.

Essas variações refletem condições climáticas distintas e diferentes cronogramas de colheita da soja, que influenciam diretamente o início do plantio do algodão.

Clima e colheita da soja serão decisivos nas próximas semanas

De acordo com o Imea, o andamento da semeadura da segunda safra dependerá, nas próximas semanas, das condições climáticas e do ritmo da colheita da soja.

O NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) prevê condições climáticas mais próximas da normalidade, o que deve favorecer o avanço dos trabalhos e consolidar o bom desempenho inicial da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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