AGRONEGÓCIO

Plantio de algodão cresce 6,7% e ultrapassa 2,15 milhões de hectares na safra 2024/25, aponta Serasa Experian

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A área cultivada com algodão no Brasil registrou crescimento de 6,7% na safra 2024/25 em comparação com o ciclo anterior, alcançando 2,15 milhões de hectares, segundo dados da Serasa Experian. O aumento representa quase 135 mil hectares adicionais e foi identificado por meio de mapeamento realizado com tecnologia de sensoriamento remoto via satélite.

De acordo com a empresa, o uso dessa tecnologia permite mapear com precisão as áreas plantadas, fornecendo informações estratégicas que apoiam desde a regularização fundiária e o controle de royalties até decisões de mercado.

“Com a tecnologia de geoprocessamento, conseguimos mapear com exatidão o que foi plantado, quando e onde, criando um retrato real da ocupação do solo. Isso apoia desde a regulação fundiária e o controle de royalties até decisões estratégicas de mercado, antecipando movimentos da cadeia do agronegócio”, explica Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Centro-Oeste mantém liderança e Mato Grosso se consolida como principal produtor

A região Centro-Oeste continua sendo o principal polo da cotonicultura nacional, com destaque para o Mato Grosso, responsável por 72% da produção brasileira. O estado registrou 1,56 milhão de hectares plantados e foi o que mais expandiu a área em números absolutos — um crescimento de 83 mil hectares em relação à safra anterior.

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Outros estados também apresentaram avanços significativos na área cultivada, reforçando o movimento de interiorização e diversificação da produção. O Piauí teve aumento de 53%, o Tocantins de 35% e a Bahia cresceu 12% em relação ao ciclo 2023/24.

Tecnologia e dados fortalecem a competitividade do agronegócio

Com o uso crescente de tecnologias de monitoramento remoto e análise de dados, o agronegócio brasileiro se torna cada vez mais capaz de tomar decisões estratégicas baseadas em evidências, acompanhando de forma precisa a evolução das safras e as mudanças no uso do solo.

A Serasa Experian reforça que o cruzamento dessas informações oferece vantagens competitivas ao setor, permitindo antecipar tendências e identificar oportunidades de mercado em um cenário agrícola em constante transformação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produtora de Manhuaçu transforma cafeicultura familiar em referência em cafés especiais nas Matas de Minas

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Diretamente das Matas de Minas para o mercado de cafés especiais, a trajetória da produtora Reinildes Raposo de Barros, de Manhuaçu (MG), é marcada por desafios, aprendizado e conquistas. À frente do Sítio Manhuaçuzinho, ela construiu, ao lado da família, um negócio sólido baseado na qualidade do café.

A propriedade foi adquirida em 1999 por Reinildes e o marido, Nilson, quando ambos atuavam como safristas. Anos depois, em 2013, a decisão de investir em uma nova variedade de café iniciou uma transformação significativa na vida da família.

Agricultura familiar sustenta produção no Sítio Manhuaçuzinho

Com 32 anos de casamento, três filhos e três netos, Reinildes conduz a produção com forte participação da família. O filho Mateus e a nora Larissa também atuam na lavoura, e todas as decisões — da colheita à comercialização — são tomadas de forma conjunta.

Esse modelo reforça a importância da agricultura familiar, predominante na região e fundamental para a sustentabilidade da atividade cafeeira nas Matas de Minas.

Entrada no mercado de cafés especiais marcou virada no negócio

A virada ocorreu em 2020, quando a família decidiu investir na produção de cafés especiais com a marca “Café da Neide”. O incentivo veio após Mateus realizar um curso de degustação.

No mesmo ano, um especialista certificado (Q-Grader) avaliou o café da família com nota 83,5. Pela classificação internacional, cafés acima de 80 pontos já são considerados especiais, abrindo espaço para um mercado mais exigente e valorizado.

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Matas de Minas é referência em cafés de alta qualidade

O Sítio Manhuaçuzinho está localizado na região das Matas de Minas, reconhecida nacionalmente pela produção de cafés de alta qualidade. A área abrange 64 municípios em meio à Mata Atlântica, no leste de Minas Gerais.

Com cerca de 275 mil hectares cultivados, a região reúne aproximadamente 36 mil produtores e gera cerca de 75 mil empregos diretos e 156 mil indiretos durante o período de colheita.

Desafios na comercialização e fortalecimento via associativismo

Apesar da qualidade do produto, o início da comercialização foi desafiador, com diversas negativas no processo de inserção no mercado de cafés especiais.

A mudança ocorreu por meio de conexões estratégicas. Reinildes passou a integrar a Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó, ampliando sua visão sobre o setor e identificando novas oportunidades. Atualmente, ela também faz parte da diretoria da entidade.

Premiações consolidam reconhecimento do “Café da Neide”

A dedicação da família passou a ser reconhecida em concursos. Reinildes conquistou o segundo lugar em sua primeira participação em uma competição regional e, posteriormente, alcançou o terceiro lugar.

Em 2023, o “Café da Neide” ganhou destaque nacional ao conquistar a 11ª colocação na 6ª edição do Concurso 3 Corações Florada Premiada, na categoria Melhores Cafés Arábicas Via Seca, com nota 87,56.

Tecnologia e capacitação elevam padrão de produção

A participação em feiras e eventos, com apoio do Sebrae Minas, foi fundamental para ampliar o conhecimento e a visibilidade da marca. A produtora esteve presente em iniciativas no Rio de Janeiro, Curitiba e na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

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Após essas experiências, Reinildes passou a realizar degustações na própria comunidade, incentivando outros produtores a investirem em cafés especiais.

Em 2025, a família enfrentou desafios relacionados à perda de qualidade do café, o que impactou a participação em concursos. A solução foi o investimento em tecnologia, com a aquisição de um secador que substituiu o método tradicional de secagem em terreiro de cimento, garantindo mais controle no pós-colheita.

Certificação e expansão marcam nova fase do negócio

O “Café da Neide” avançou ainda na profissionalização, com a reformulação da marca e a certificação pelo programa Certifica Minas, que assegura padrões de qualidade e sustentabilidade.

Os próximos passos incluem a participação no projeto Central de Negócios, em parceria com o Sebrae, com foco na ampliação da comercialização e no fortalecimento da produção.

Empreendedorismo rural com propósito e persistência

Para quem deseja iniciar no empreendedorismo rural, Reinildes reforça a importância da persistência e da busca constante por conhecimento.

“Não desista, por mais difícil que pareça, e procure sempre aprender mais sobre sua área de atuação”, destaca.

A trajetória da produtora evidencia como dedicação, inovação e apoio técnico podem transformar a cafeicultura familiar em um negócio competitivo no mercado de cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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