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Plantio da soja 2025/26 no Paraná atinge 86% da área prevista, mas replantio eleva custos para produtores

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O plantio da safra 2025/26 de soja no Paraná alcançou 86% da área projetada, registrando um avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana anterior, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (11).

Situação das lavouras: maioria em desenvolvimento vegetativo

Segundo o relatório, 75% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 12% em germinação e 13% já em fase de floração.

Quanto às condições gerais, 91% das áreas são consideradas boas, uma leve queda de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior. Outras 7% estão em condição mediana e 2% foram classificadas como ruins.

Chuvas intensas causam erosão e obrigam replantio em várias regiões

O Deral informou que as chuvas intensas e temporais recentes provocaram erosão do solo, arraste de sementes e perdas de plantas recém-emergidas. Em algumas localidades, a ocorrência de granizo foi acima da média, o que obrigou produtores a refazer o plantio em determinadas áreas.

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Esses eventos climáticos aumentaram a preocupação dos agricultores, já que o replantio eleva os custos de produção, exigindo novas sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas.

Recuperação das lavouras e impacto na janela do milho safrinha

Apesar das adversidades, as lavouras já estabelecidas demonstram boa recuperação, favorecida pelas temperaturas mais elevadas registradas nos últimos dias. No entanto, o Deral destaca que o desenvolvimento das plantas ainda apresenta leve atraso, resultado do grande número de dias nublados observados anteriormente.

Com o aumento dos custos e a necessidade de replantio, muitos produtores analisam a viabilidade econômica de refazer a semeadura, já que essa decisão pode comprometer a janela ideal para o cultivo do milho de segunda safra, o que exige planejamento cuidadoso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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