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Plantio da segunda safra de milho avança para 64,9% no Brasil

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O plantio da segunda safra de milho (safrinha) segue avançando pelo Brasil, mas ainda apresenta atrasos em algumas regiões devido às condições climáticas. Dados da Conab atualizados até sábado (28) mostram que 64,9% das áreas já foram semeadas, contra 46,7% da semana anterior, ficando abaixo dos 69,5% do mesmo período de 2025, mas acima da média dos últimos cinco anos, que é 57,2%.

Avanço por estado e estágio das lavouras

O progresso da safrinha de milho apresenta diferenças regionais:

  • Mato Grosso: 85,6% semeado
  • Tocantins: 70%
  • Goiás: 62%
  • Maranhão: 57%
  • Mato Grosso do Sul e Paraná: 45%
  • Minas Gerais: 31%
  • Piauí: 28%

Do total plantado, 30% está em fase de emergência e 70% já avançou para desenvolvimento vegetativo.

Colheita da safra de verão avança lentamente

Paralelamente, a colheita da soja de verão avança para 24,9% da área, acima da média histórica de 23%, mas ainda abaixo dos 25,3% de 2025. A evolução por estado é a seguinte:

  • Rio Grande do Sul: 75% colhido
  • Paraná: 42%
  • Santa Catarina: 28%
  • São Paulo: 7%
  • Bahia: 6%
  • Minas Gerais: 1%

Quanto ao desenvolvimento das lavouras, 23,4% estão em maturação, 31,9% em enchimento de grão, 8,2% em floração, 11,5% em desenvolvimento vegetativo e 0,1% em emergência.

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Condições climáticas influenciam ritmo da semeadura

Segundo técnicos da Conab, o avanço do milho foi favorecido pelas chuvas frequentes em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto em estados como o Paraná, a redução de precipitação paralisou pontualmente as operações, retardando a semeadura.

Mato Grosso: semeadura atinge 81,9% da área

De acordo com o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a semeadura do milho 2025/26 em Mato Grosso chegou a 81,93% da área estimada, com avanço semanal de 15,6 pontos percentuais.

Apesar do progresso, o ritmo ainda está 3,02 pontos percentuais abaixo do observado na safra anterior, devido ao excesso de chuvas em algumas regiões. As áreas Sudeste e Nordeste registram atrasos de 18,74 p.p. e 4,87 p.p., respectivamente, em função da dificuldade de entrada de máquinas e limitações no campo.

“O restante do estado foi implantado dentro da janela ideal, mantendo expectativa positiva para produtividade. Para a próxima semana, a previsão do NOAA indica acumulados entre 75 e 85 mm, o que pode favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas”, destacam os analistas do Imea.

Paraná: plantio da segunda safra chega a 62%

O Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Agricultura do Paraná aponta que a semeadura da segunda safra atingiu 62% da área estimada, com 83% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e 17% ainda em germinação.

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A colheita da safra de verão alcança 54% da área, com o restante das lavouras divididas entre 77% em maturação e 23% em frutificação. O departamento destaca que a produção apresenta altas produtividades e que várias regiões consolidam uma safra considerada excelente ou recorde.

O plantio do milho foi impulsionado pela aceleração da colheita da soja e pelas chuvas anteriores, com destaque para áreas que receberam migração de plantio do feijão. As lavouras recém-implantadas apresentam boa germinação, embora algumas regiões ainda dependam de chuvas regulares para melhor estabelecimento.

Monitoramento fitossanitário e gestão do campo

No Paraná, houve redução da pressão de cigarrinhas em algumas áreas, mantendo-se o monitoramento de plantas daninhas e pragas. Técnicos recomendam atenção às condições climáticas e planejamento das áreas remanescentes, garantindo produtividade e bom desenvolvimento vegetativo da safrinha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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