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Plano Safra 2024/2025: Novidades no Crédito Assistido para Agricultores Familiares

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Os agricultores familiares do Rio Grande do Sul têm agora acesso a novas opções de crédito assistido, conforme anunciado pelo Emater/RS. O Plano Safra 2024/2025, em vigor desde o início de julho, oferece uma gama de modalidades de financiamento que abrangem custeio, comercialização e investimento. Entre as opções disponíveis está o Pronaf Custeio, que proporciona recursos para a produção de alimentos com condições financeiras mais favoráveis.

A Emater/RS-Ascar está promovendo essas novas oportunidades em todo o estado, ajudando as famílias rurais a organizarem a documentação necessária para acessar o Crédito Rural. De acordo com Célio Colle, coordenador da área de Crédito Rural e assessor técnico da Emater/RS-Ascar, o Plano Safra 2024/2025 trouxe a redução das taxas de juros para a agricultura familiar, com destaque para a sociobiodiversidade e produtos da cesta básica, que agora variam entre 0,5% e 6%.

Entre as inovações do plano, destaca-se uma linha de crédito destinada a financiar todas as etapas da regularização fundiária de imóveis rurais, abrangendo despesas com georreferenciamento, tributos e custos cartoriais. Outra novidade é a linha de crédito para Bioeconomia, que oferece taxas reduzidas e prazos de pagamento mais longos, sendo ideal para a recuperação de solos. Além disso, o limite de crédito para habitação rural foi aumentado de R$ 70 mil para R$ 80 mil.

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A Emater/RS enfatiza que o crédito rural é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do setor agropecuário. A entidade está comprometida em apoiar cerca de 35 mil famílias no acesso a esses recursos. Célio Colle destaca: “Ao acessar o crédito por meio de um escritório da Emater, esse crédito será assistido e monitorado, reduzindo o risco de problemas futuros.” Com essas novas linhas de crédito, o Plano Safra 2024/2025 visa estimular a produção agrícola, promover a sustentabilidade no campo e oferecer melhores condições para os agricultores familiares em todo o Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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