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Plano Safra 2024/2025 destinará R$ 540 bilhões para o setor agrícola

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O Plano Safra 2024/2025 está praticamente definido e promete destinar R$ 540 bilhões para custeio e investimento de grandes, médios e pequenos agricultores. Esse montante representa um aumento de cerca de 25% em relação ao plano anterior, que disponibilizou R$ 435 bilhões. O valor inclui R$ 272,1 bilhões para custeio e comercialização, R$ 92,1 bilhões para investimento, e R$ 71 bilhões para a agricultura familiar.

O avanço nas discussões ocorreu após uma reunião realizada em São Paulo, aproximadamente um mês atrás, entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e representantes dos setores de máquinas agrícolas, agroindústrias e proteína animal. O encontro, organizado pelo Ministério da Agricultura, tinha o objetivo de convencer o responsável pelo orçamento federal a elaborar um Plano Safra com mais crédito e taxas de juros reduzidas.

Para embasar a importância das medidas, foram apresentados dados técnicos que demonstram a necessidade de manter o agricultor competitivo, gerando emprego e renda. Essa reunião preparatória possibilitou que o Ministério da Agricultura consolidasse o Plano Safra com a equipe econômica da Fazenda. Na última segunda-feira, 27 de maio, os detalhes foram praticamente finalizados, com o anúncio oficial previsto para o fim de junho.

Setor Produtivo Reconhece Esforço Governamental

O Governo Federal conseguiu demonstrar aos representantes do setor produtivo sua sensibilidade às demandas do agronegócio. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destacou o “esforço muito forte do ministro Fávaro” e o “trabalho intenso do Neri” Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Paulo Bertolini, presidente da Abramilho, ressaltou a boa vontade e sensibilidade do governo, mas enfatizou a necessidade de ações concretas.

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Recursos para Inovação, Sustentabilidade e Armazenagem

Ricardo Santin aproveitou a oportunidade para reforçar, em conversas com o presidente Lula, o papel do agronegócio na balança comercial brasileira, mencionando que bovinos, suínos e aves trouxeram mais de R$ 1 trilhão em exportações nos últimos 20 anos. Ele defendeu mais recursos para programas como o Inovagro e o Moderagro, além de um aumento no limite de financiamento para aviários.

Paulo Bertolini, da Abramilho, destacou a necessidade urgente de investimento em armazenagem, estimando em R$ 15 bilhões o valor necessário apenas para acompanhar o crescimento da agricultura brasileira. No atual Plano Safra, foram destinados R$ 6,6 bilhões para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Taxas de Juros Reduzidas para Programas Estratégicos

Além do aumento significativo nos recursos para custeio e investimento, o novo Plano Safra deverá contar com taxas de juros reduzidas, variando entre 7,5% e 8,5%, conforme solicitado pelo setor. O Moderfrota, por exemplo, terá taxas em torno de 8,5%, enquanto o Inovagro passará de 10,5% para 7,5%.

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R$ 2,5 Bilhões para o Seguro Rural

Uma das principais reclamações do setor é o valor destinado ao Seguro Rural, que no plano atual ficou abaixo de R$ 1 bilhão. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sugere um mínimo de R$ 3 bilhões, mas o governo deve alocar R$ 2,5 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (SPR). Pequenos e alguns médios agricultores continuam sendo atendidos pelo Proagro, que está em processo de revisão de regras para uma economia de R$ 2,9 bilhões, valor que pode ser redirecionado ao SPR.

Os recursos específicos para agricultores familiares ainda não foram definidos, conforme informou o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Ele sugere que o anúncio ocorra em um Plano Safra separado, dedicado exclusivamente aos pequenos agricultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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