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Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural: Fortalecendo o Futuro do Campo Brasileiro

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Recentemente, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública para discutir o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural, iniciativa conduzida pelo deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e pelo deputado Heitor Schuch (PSB/RS). O objetivo foi debater estratégias essenciais para fortalecer e garantir o futuro das atividades rurais no Brasil, com foco especial no apoio aos jovens do campo.

Desafios e Tendências

O Brasil enfrenta uma crise persistente em suas áreas rurais, com uma significativa redução da população rural nas últimas décadas. Entre 2000 e 2022, a proporção de brasileiros vivendo no campo diminuiu 33,8%, superando a média global de redução de 19,2% conforme dados do Banco Mundial. Esta tendência não apenas ameaça a sustentabilidade da agricultura familiar, mas também coloca em risco a segurança alimentar e o desenvolvimento rural sustentável do país.

Importância da Juventude Rural

Historicamente, a juventude rural tem migrado para centros urbanos em busca de melhores oportunidades de vida, exacerbando pela falta de infraestrutura básica no campo, como acesso limitado à saúde, educação e tecnologia. É crucial reverter este êxodo rural, oferecendo condições que incentivem os jovens a permanecerem e prosperarem no meio rural.

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Proposta de Políticas Públicas

O Projeto de Lei nº 9.263, de 2017, do qual o deputado Zé Silva é relator, emerge como uma resposta fundamental a este desafio. O projeto visa estabelecer políticas públicas específicas para a juventude rural, promovendo a sucessão familiar e fortalecendo a agricultura familiar. O objetivo é criar um ambiente propício para que os jovens desenvolvam suas atividades agrícolas, preservando tradições e impulsionando o progresso rural.

Chamado à Ação Coletiva

Enfrentar esses desafios exige uma colaboração intensiva entre governo, sociedade civil e setor privado. Investimentos em infraestrutura, educação, tecnologia e políticas de incentivo são essenciais para tornar o meio rural atrativo e viável para as futuras gerações.

A audiência pública na Câmara dos Deputados representa um passo significativo na direção certa, promovendo um debate inclusivo onde todos os interessados puderam contribuir e participar ativamente. O futuro do campo brasileiro depende de ações coordenadas e eficazes. É fundamental que todos se engajem neste debate estratégico para construir um Brasil mais justo, próspero e sustentável, onde tanto o campo quanto a cidade ofereçam igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

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Zé Silva (Solidariedade-MG) é deputado federal, coordenador de Agricultura Familiar da Frente Parlamentar da Agropecuária e Presidente da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desmama mal conduzida pode comprometer ganho de peso e rentabilidade na pecuária de corte

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A fase de desmama continua sendo um dos momentos mais sensíveis dentro da pecuária de corte, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas de desempenho, queda de peso e impactos negativos ao longo de todo o ciclo produtivo.

O estresse provocado pela separação da vaca, aliado às mudanças bruscas de ambiente e alimentação, pode comprometer a imunidade dos bezerros e reduzir significativamente a eficiência na recria e na engorda.

Especialistas do setor alertam que a adoção de manejo estratégico e suplementação adequada é fundamental para minimizar os efeitos negativos desse período e preservar o potencial produtivo dos animais.

O estresse da desmama impacta desempenho do rebanho

O desmame normalmente ocorre entre os 6 e 8 meses de idade, fase em que o bezerro perde o contato direto com a mãe e precisa se adaptar rapidamente a uma nova rotina alimentar e de manejo.

Segundo Bruno Marson, esse processo pode gerar forte impacto no desempenho dos animais.

“Antes o bezerro estava junto da mãe, em ambiente confortável e adaptado. Quando ocorre a separação abrupta, é comum haver queda expressiva de peso nos primeiros 30 a 40 dias pós-desmame. Um manejo inadequado nessa fase pode comprometer toda a eficiência futura do animal na recria e terminação”, explica.

Separação abrupta e manejo inadequado elevam riscos

Entre os principais fatores que aumentam o estresse durante a desmama estão:

  • Separação repentina da vaca
  • Mudança brusca na alimentação
  • Transporte para novas propriedades
  • Troca de pastagem
  • Vacinação e vermifugação simultâneas
  • Excesso de manejo no mesmo período
  • Alta lotação e aglomeração
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De acordo com especialistas, o desmame abrupto provoca forte reação comportamental, incluindo vocalização excessiva, ansiedade e redução do consumo alimentar.

Além disso, a interrupção do fornecimento de leite materno exige rápida adaptação metabólica e nutricional dos bezerros.

Perda de peso reduz eficiência econômica da produção

A queda de desempenho registrada após a desmama impacta diretamente a rentabilidade da atividade pecuária.

Animais que sofrem perdas acentuadas de peso nessa fase tendem a apresentar menor eficiência alimentar, pior conversão e maior tempo para atingir o peso ideal de abate.

Em muitos casos, o prejuízo acompanha o animal durante toda a fase de recria e engorda.

Por isso, o manejo correto passou a ser visto como ferramenta estratégica para preservar desempenho zootécnico e melhorar os resultados econômicos das propriedades.

Suplementação nutricional ganha espaço no pós-desmama

Além do manejo gradual, a suplementação adequada tem sido utilizada para reduzir os efeitos do estresse e melhorar a adaptação dos animais após a separação.

A Connan anunciou a reformulação do suplemento Connan Master Desmama, desenvolvido especificamente para o período pós-desmame.

O produto recebeu um novo aditivo à base de parede celular de leveduras, tecnologia voltada ao fortalecimento da imunidade e ao equilíbrio da flora intestinal dos bezerros.

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Segundo Bruno Marson, a recomendação é que a suplementação seja utilizada por um período entre 30 e 50 dias após a desmama.

Bem-estar animal e produtividade caminham juntos

De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir os impactos fisiológicos da separação e melhorar o desempenho dos animais durante a adaptação ao novo sistema alimentar.

“O suplemento atende às exigências nutricionais dessa fase, melhora a palatabilidade e fortalece a saúde do animal. Quando utilizado corretamente, o ganho adicional pode chegar a até 10 quilos por cabeça no período”, afirma Marson.

O avanço de estratégias nutricionais e de manejo reforça uma tendência crescente na pecuária brasileira: integrar bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva como pilares centrais para aumentar competitividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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