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Pesquisadores Inovam com Novo Híbrido de Milho para Silagem

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O Brasil, um dos principais produtores globais de carne bovina e leite, enfrenta desafios constantes para garantir a qualidade e a produtividade dos alimentos destinados ao rebanho. Nesse contexto, a seleção criteriosa de sementes de milho para silagem desempenha um papel crucial, buscando maximizar a conversão alimentar e melhorar os resultados econômicos na pecuária.

Avanços na Tecnologia de Híbridos de Milho

Os híbridos de milho têm se destacado nas lavouras brasileiras, ocupando extensas áreas de plantio. Esses materiais selecionados são projetados para oferecer alto rendimento agronômico e excelente qualidade bromatológica, essencial para a nutrição e saúde dos animais.

SiloBom VIP3: Inovação em Nutrição Animal

Em resposta à demanda crescente por alimentos de qualidade para o rebanho brasileiro, pesquisadores catarinenses desenvolveram o SiloBom VIP3. Este híbrido exclusivo para silagem foi lançado na safra 2023/2024 pela Produce, empresa pioneira em vendas diretas no setor agrícola. Anderson Granemann, Gerente Nacional de Vendas da Produce, destaca a importância dessa inovação: “Observamos uma lacuna no mercado de milho para silagem e, nos últimos anos, dedicamos esforços para atender essa demanda dos agricultores. O SiloBom VIP3 oferece equilíbrio nutricional, qualidade e rendimento excepcionais.”

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Benefícios e Características do SiloBom VIP3

O professor e pesquisador Waldemar D’Arcádia Júnior, envolvido no desenvolvimento do híbrido, explica os benefícios distintos do SiloBom VIP3: “Este híbrido foi cuidadosamente testado ao longo de vários anos e demonstrou ser robusto frente aos principais desafios fitossanitários, como o enfezamento causado pela cigarrinha e as lagartas-do-milho.” Além disso, destaca-se que o grão do SiloBom VIP3, longo e semi-dentado, facilita sua quebra e absorção pelos animais, contribuindo para uma maior eficiência na conversão de amido em leite ou carne.

Modelo de Negócio Inovador

A Produce adota um modelo de vendas diretas da indústria para o agricultor, garantindo preços competitivos e acesso facilitado às tecnologias de ponta no campo. Guilherme Trotta, cofundador da empresa, enfatiza: “Estamos consolidando um novo padrão de negócios no agro, focado na venda colaborativa e na eficiência da cadeia produtiva. Nos últimos 12 meses, registramos um crescimento significativo na comercialização de insumos agropecuários, impulsionado pela confiança dos agricultores em nossos produtos e serviços.”

O lançamento do SiloBom VIP3 representa não apenas um avanço tecnológico na produção de silagem, mas também um compromisso contínuo com a excelência e a sustentabilidade na agricultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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