AGRONEGÓCIO
Pesquisa recomenda ações para reduzir efeitos do excesso de calor nas plantas
Publicado em
1 de dezembro de 2023por
Da RedaçãoO excesso de calor registrado nos últimos meses provoca fortes impactos sobre as plantas, e somente aumentar o fornecimento de água alivia, mas não resolve o problema. Isso é o que explicam três cientistas da Embrapa habituados a analisar o comportamento de espécies vegetais em uma das áreas mais quentes do País: o Semiárido, em sua maior parte localizada no interior da Região Nordeste.
Os pesquisadores Magna Moura, Saulo Aidar e Agnaldo Rodrigues, da Embrapa Semiárido (PE), esclarecem que os impactos dependem de vários fatores, entre eles a fase fenológica em que a planta se encontra. Em fruteiras, por exemplo, pode causar o abortamento dos botões florais – que dariam origem aos frutos –, ou queimar aqueles que já se encontram em fase de amadurecimento – processo conhecido como escaldadura. Também pode reduzir as trocas gasosas e afetar a produtividade das culturas.
Experimentos mostraram que telas de sombreamento protegendo as culturas têm ajudado a mitigar os efeitos do calor. Estudo realizado com o cultivo de macieiras comprovou que o uso dessa estrutura para sombreamento no pomar resultou em maior desempenho fotossintético comparado ao ambiente a pleno sol. “Esse resultado mostra que, em determinadas épocas do ano, a radiação solar na região é naturalmente excessiva para a fotossíntese de algumas culturas agrícolas, e pode impactar o desempenho fisiológico não somente pela quantidade de energia luminosa, mas também devido ao aquecimento excessivo do ambiente nos horários próximos do meio-dia”, ressalta Moura.
Estudo com o cultivo de meloeiro amarelo híbrido, cultivado com irrigação e sob sol pleno, mostrou que as trocas gasosas nas folhas diminuíram progressivamente ao longo da manhã. Nesta condição, a fotossíntese alcançou os menores valores após as 13 horas, quando a temperatura da folha apresentava os maiores valores registrados (em torno de 36,7 ºC).
O experimento também englobou o cultivo de melão, da mesma variedade, mesma idade e na mesma área, porém usando cobertura agrotêxtil branca. O resultado foi uma maior abertura dos estômatos ao longo do dia, o que permitiu maior transpiração e, consequentemente, menor aquecimento das folhas. Chaves conta que o uso da cobertura têxtil promoveu um microclima mais favorável para o desempenho fisiológico das plantas, mitigando o fator potencial de estresse térmico na cultura. “Mesmo sob menor radiação solar fotossinteticamente ativa, a fotossíntese foi favorecida e contribuiu para uma produtividade 35,15% maior do que na condição de cultivo a pleno sol”, destaca.
Efeito do ambiente em frutíferas
Avaliando a temperatura das folhas de videira, uma das principais culturas da região, em um dia de calor extremo, os pesquisadores observaram um aumento de aproximadamente 8 ºC na temperatura das folhas entre as medições realizadas no início da manhã e por volta das 13 horas. As medições foram feitas por meio de imagens térmicas desde os primeiros horários da manhã, quando as temperaturas são menores, até depois do meio-dia, quando ocorrem os maiores valores.
Eles também notaram diferenças entre as temperaturas verificadas nos diferentes lados da planta, mostrando que a incidência direta da radiação solar também é um fator relevante. Em folhas de mangueira, outra das mais importantes culturas da região, foi verificada diferença de aproximadamente 9 °C entre os lados de sombra e de sol, em medição realizada também por volta das 13 horas.
Já nas avaliações fisiológicas, feitas com a variedade de uva de mesa BRS Melodia, foi observado o fechamento dos estômatos na ordem de 35,5%. Isso provocou uma diminuição de 47% da capacidade das plantas de realizar a fotossíntese, comportamento identificado por meio de medição entre os horários de 9h30 e 12 horas.
Mesmo com o fechamento dos estômatos, as mudanças na temperatura e umidade do ar causaram um leve aumento da transpiração foliar, em torno de 8%. Isso, no entanto, não foi suficiente para manter o resfriamento das folhas, cujas temperaturas aumentaram de 34,4 ºC para 40,7 ºC.
Atenção permanente
Moura ressalta que, apesar de as variações agrometeorológicas nesta primavera de 2023 alcançarem valores de temperatura do ar acima da média, é importante considerar que condições de estresse térmico e oxidativo podem estar presentes em vários períodos do ano, especialmente em regiões quentes como o Submédio do Vale do São Francisco.
Estudos realizados na região com diferentes culturas mostram essa realidade. Em mangueiras da variedade Palmer, em fase de florescimento em março de 2021, houve diminuição de 13,7% da fotossíntese, com o aumento da temperatura da folha de 31,3 ºC para 34,8 ºC, entre os horários de 9h50 e 11h50.
Resultados como esses mostram, ainda, que, além de ajustar a irrigação, outras medidas também podem ser adotadas, a depender da cultura, para minimizar os efeitos das altas temperaturas nas plantas. Saulo Aidar conclui: “Todos esses fatores tendem a diminuir o desempenho fisiológico e, consequentemente, a produtividade das plantas. Portanto, se for possível melhorar o manejo nessas condições, com certeza haverá ganhos de produtividade, economia de insumos, menores custos de produção e um melhor rendimento final no sucesso comercial da produção”.
Como as temperaturas extremas afetam a agricultura
As condições climáticas são uma das principais razões para o sucesso da produção agrícola nacional, o que torna o Brasil um grande exportador de produtos agropecuários, além de produzir alimentos para sua população.
Com a chegada da primavera, normalmente tem início o período de aquecimento do ar em grande parte do País, quando as temperaturas tendem a se elevar até o final do verão. Neste ano, porém, os últimos dez dias de setembro e os primeiros de outubro, e novamente na primeira quinzena de novembro, o Brasil experimentou temperaturas bem acima do normal, ficando entre 2 ºC e 3 oC acima da média na maior parte do País, e sendo superior a 7 oC em alguns dias e locais.
Em parte do Nordeste, as temperaturas já são elevadas durante todo ano, pois essa área localiza-se em uma região mais próxima à linha do Equador, que recebe elevados níveis de radiação solar o ano inteiro. Por isso, o calor intenso já faz parte do dia a dia das plantas cultivadas em um dos mais importantes polos de fruticultura do País, o Submédio do Vale do São Francisco.
Localizada em pleno Semiárido, no entorno das cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, a região apresenta temperatura média anual de 27 oC, e a média da temperatura máxima gira em torno de 34 oC nos meses de outubro e novembro. Neste ano, no entanto, os termômetros registraram valores acima de 39 oC, ou seja, cerca de 5 oC acima da média. “Sob essas condições, as principais frutíferas produzidas nessa região, onde são cultivadas sob irrigação, também sofrem impactos negativos”, relata a pesquisadora da Embrapa.
Ela observa que esses padrões se repetem, pelo menos, desde a década de 1970, quando a Embrapa Semiárido começou a realizar medições de temperatura na Estação Agrometeorológica de Bebedouro, em Petrolina (PE). Nesse período, foram observados diversos episódios de anomalia na temperatura média do ar, com picos que chegaram a até cerca de 5 oC acima da média histórica. O mesmo acontece, também, para temperaturas abaixo da média, quando os menores valores são associados a eventos de chuva.
A pesquisadora explica que, em um dia ensolarado e sem nuvens, o aumento da radiação solar é acompanhado do aumento da temperatura do solo e do ar e, consequentemente, da diminuição da umidade relativa do ar. Isso aumenta a velocidade de perda de água pelas folhas, que nem sempre pode ser acompanhada pela velocidade de reposição, levando à desidratação.
Somente a água não resolve
Se uma das principais recomendações para as pessoas enfrentarem o calor com segurança é se hidratar, o aumento na oferta de água seria também uma solução para o problema das plantas? A resposta é: sim e não.
O pesquisador Saulo Aidar aponta que, “sob condições ótimas de umidade do solo, os efeitos fisiológicos negativos provocados pelo calor podem ser reduzidos, por isso se torna importante ajustar a irrigação, considerando, ainda, que nesses períodos a taxa de evaporação de água do solo também é maior”. No entanto, só a água não é capaz de eliminar os impactos das altas temperaturas, pois o desempenho das plantas é afetado, também, pela interação com outros fatores, como a radiação solar e a umidade do ar.
Segundo Aidar, em períodos muito quentes, mesmo havendo água no solo, a planta pode continuar apresentando aspecto de falta de água – situação conhecida como seca fisiológica. Entre os sintomas mais comuns estão o enrolamento e a mudança na inclinação das folhas, dependendo do horário do dia, para algumas culturas que apresentam essa característica, visando diminuir a absorção da luz solar.
O pesquisador lembra que a seca fisiológica também pode ocorrer por outras causas, como excesso de adubo no solo, excesso de salinização do ambiente, ou mesmo o excesso de água, provocando o encharcamento do solo. Pragas e doenças nas raízes também podem limitar o desenvolvimento das plantas, o que pode parecer dificuldade de absorção de água pela planta. “Por isso, é importante identificar corretamente quais as causas para que se possa buscar um manejo adequado”, reforça.
Proteção natural das plantas
As próprias plantas já possuem, naturalmente, soluções para lidar com esses problemas, mantendo – pelo menos por algum tempo – o melhor desempenho possível na condição de ambiente em que se encontram. Por exemplo: quando o ar está muito quente, principalmente nos horários mais próximos do meio-dia, elas tendem a fechar os poros das folhas, que são os estômatos, para economizar água ou impedir que haja uma desidratação, mesmo havendo água disponível no solo. Isso acontece porque a velocidade da perda de água pelas folhas pode ser maior do que a velocidade de absorção de água do solo.
O fechamento dos estômatos, no entanto, também implica a diminuição das trocas gasosas, impedindo a entrada do gás carbônico (CO2) na folha. Esse gás é essencial para a fotossíntese, que é o processo pelo qual as plantas produzem energia em suas células. Dessa forma, a falta de CO2 para a fotossíntese diminui o ganho de energia responsável pelo crescimento e produtividade da planta.
Além disso, esse fechamento também limita a transpiração, que é a perda de vapor de água pelos estômatos, provocando o aquecimento das folhas, o que também reduz a eficiência da fotossíntese. “Quando a transpiração e a fotossíntese são diminuídas, a mesma quantidade de energia luminosa oriunda da radiação solar passa a se tornar excessiva para as folhas, causando processos de foto-inibição – que é a inibição da fotossíntese – e foto-oxidação – que é a degradação de compostos e estruturas celulares –, ambas causadas pelo excesso de luz”, detalha Aidar.
Ele afirma que, nessa situação, ocorre uma ativação fisiológica de mecanismos de proteção para “neutralizar” os efeitos danosos do excesso de luz, com dissipação térmica de energia e a indução de sistemas antioxidantes na planta. Isto ocorre, por exemplo, pela ação de enzimas e outras substâncias que protegem as folhas e outros órgãos contra reações de oxidação. Assim, a ativação desses mecanismos busca evitar a degradação de compostos e estruturas celulares que visualmente podem ser identificados como um bronzeamento na coloração de folhas e frutos, mas que podem evoluir para necroses com aspectos de “queimaduras”.
Fonte: Embrapa Semiárido
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Primavera começa com previsão de excesso de chuva no Sul e seca no Centro-Norte
Published
18 minutos agoon
22 de setembro de 2026By
Da Redação
A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, dividindo o Brasil entre dois extremos climáticos. Enquanto o Sul deverá enfrentar chuva acima da média, temporais e dificuldades para colocar máquinas no campo, áreas do Norte, Nordeste e do norte do Centro-Oeste poderão conviver com calor mais intenso, precipitações irregulares e redução da umidade do solo.
O cenário consta do prognóstico elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão abrange outubro, novembro e dezembro e indica 98% de probabilidade de um El Niño muito forte nesse período. A primavera termina em 21 de dezembro.
No Sul, a chuva deverá superar a média histórica nos três estados. Os maiores excessos são esperados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados do trimestre podem ficar até 200 milímetros acima do normal. No Paraná, os volumes também tendem a ser elevados, especialmente durante a passagem de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade.
O produtor deverá enfrentar intervalos menores para semear soja e milho, aplicar defensivos e realizar outros trabalhos mecanizados. O solo encharcado impede a entrada das máquinas, favorece a compactação e pode comprometer a emergência das plantas. Se a chuva ocorrer logo depois da semeadura, também existe risco de erosão, formação de crostas superficiais e perda de sementes e fertilizantes.
A umidade favorece o desenvolvimento inicial das culturas de verão e a recuperação das pastagens, mas o excesso pode atrasar o calendário. Isso preocupa especialmente os agricultores que precisam colher a soja cedo para preservar a janela do milho e do algodão de segunda safra.
As lavouras de trigo ainda não colhidas no Paraná e no Rio Grande do Sul também exigirão atenção. Chuva durante a maturação pode reduzir o peso hectolítrico, a força do glúten e a qualidade do cereal destinado à panificação. No arroz irrigado, áreas com drenagem deficiente poderão apresentar excesso de água durante a implantação.
Além do volume, o Sul terá risco mais elevado de tempestades severas. A combinação de calor, umidade e passagem de frentes frias favorece chuva intensa em curto período, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. Esses eventos podem causar acamamento de lavouras, danos a estruturas rurais e interrupções no fornecimento de energia e nas estradas de acesso às propriedades.
No Centro-Oeste, a previsão apresenta diferenças importantes. Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás e o sul de Mato Grosso devem receber volumes mais elevados, condição que pode beneficiar o plantio e o estabelecimento inicial da soja. Nessas áreas, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo firme sem entrar em solos excessivamente úmidos.
No centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás, a tendência é oposta. A chuva deverá ficar abaixo da média e as temperaturas permanecerão elevadas, com desvios que podem chegar a 2 graus no norte mato-grossense. O calor aumenta a perda de água do solo e exige cautela antes do plantio.
Nessas regiões, uma chuva isolada não deve ser interpretada como instalação definitiva do período úmido. Sem precipitações regulares nos dias seguintes, a semente pode germinar e encontrar solo seco durante a emergência, aumentando as falhas no estande e a necessidade de replantio. A recomendação é acompanhar a umidade em profundidade e as previsões de curto prazo, em vez de decidir apenas pelo primeiro volume registrado.
No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais deverão receber chuva acima da média, com excessos de até 100 milímetros no trimestre. A condição tende a favorecer a implantação de soja e milho, a recuperação dos reservatórios e o desenvolvimento da cana-de-açúcar e da horticultura.
O excesso de umidade, porém, poderá reduzir o ritmo da colheita da cana, dificultar aplicações e ampliar a pressão de doenças. Nas áreas de café, chuva bem distribuída favorece a abertura e o pegamento das floradas, mas temporais, granizo e longos períodos de umidade podem provocar danos e aumentar a necessidade de controle fitossanitário.
O norte e o noroeste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo, deverão enfrentar chuva mais irregular. No território capixaba, o déficit pode chegar a 50 milímetros. A combinação com temperaturas acima da média tende a aumentar a necessidade de irrigação e os cuidados com café, frutas, pastagens e produção animal.
O Norte deverá concentrar uma das situações mais preocupantes da estação. A previsão indica chuva abaixo da média em praticamente toda a região. Roraima, o norte e o nordeste do Amazonas e áreas do oeste e centro-sul do Pará podem acumular até 200 milímetros menos que o normal.
Com temperaturas até 2 graus acima da média, o solo poderá perder umidade mais rapidamente. O cenário aumenta o risco para soja, milho, arroz de terras altas, feijão, mandioca, banana e cacau, além de reduzir a capacidade de recuperação das pastagens e elevar a necessidade de água para os rebanhos.
No Nordeste, também deverá predominar o déficit de chuva. A exceção pode ocorrer em trechos da faixa leste, entre Rio Grande do Norte e Alagoas, onde os volumes podem ficar ligeiramente acima da média.
O maior cuidado estará no Matopiba, fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A irregularidade da chuva e o calor poderão atrasar a semeadura, dificultar a emergência da soja e aumentar o consumo de água nas áreas irrigadas. Pastagens também poderão apresentar menor rebrota e menor disponibilidade de forragem.
A previsão sazonal mostra uma tendência para o conjunto da primavera e não significa que choverá continuamente no Sul ou que todos os municípios do Centro-Norte enfrentarão seca. A distribuição pode variar dentro de um mesmo estado e até entre propriedades próximas.
Para o produtor, a principal orientação será ajustar o calendário às condições efetivamente observadas no solo. No Sul, isso significa aproveitar os intervalos secos e reforçar drenagem, conservação do solo e proteção das estruturas. No Centro-Norte, a cautela será confirmar a regularidade das chuvas antes de acelerar a semeadura.
Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o clima se soma aos custos elevados, ao crédito restrito e às oscilações do mercado entre os principais riscos assumidos pelo produtor a cada safra.
“O agricultor planeja a lavoura, investe em sementes, fertilizantes, máquinas e mão de obra, mas continua dependendo de uma variável que não controla. Uma chuva que atrasa, um excesso de precipitação ou um temporal de poucos minutos pode comprometer o trabalho e o investimento de muitos meses”, afirma.
Segundo Rezende, a maior frequência de extremos exige mais planejamento e capacidade de adaptação. “As mudanças do clima deixaram de ser uma discussão distante. O produtor já percebe períodos mais longos de seca, chuvas concentradas, calor intenso e dificuldade para definir a melhor janela de plantio. Isso exige informação meteorológica confiável, manejo adequado do solo, seguro rural e assistência técnica”, diz.
Para ele, a adaptação não pode ser atribuída exclusivamente ao agricultor. “O campo precisa de sistemas de alerta, pesquisa, crédito para irrigação e armazenagem de água, conservação de estradas e um seguro rural que funcione. O produtor pode adotar tecnologia e melhorar o manejo, mas não conseguirá enfrentar sozinho uma realidade climática cada vez mais instável”, conclui.
A primavera deverá oferecer água suficiente e até excessiva em parte das principais regiões produtoras, mas manterá áreas importantes sob risco de déficit hídrico. Mais do que o total acumulado, a distribuição da chuva definirá o resultado da safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
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