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Pesquisa do Inatel destaca uso de IA na classificação do café

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A doutoranda Isabela Vasconcelos, do programa de Telecomunicações do Inatel, conduziu uma pesquisa de destaque internacional que foi publicada no Artificial Intelligence Review, uma das mais respeitadas revistas acadêmicas na área de Inteligência Artificial. O estudo, realizado no WAI Lab, em colaboração com a Universidade de Grenoble-Alpes (UGA), na França, e a VinUniversity, no Vietnã, focou na aplicação de técnicas de aprendizado de máquina para a classificação de café.

A pesquisa, que durou nove meses, envolveu uma revisão sistemática da literatura científica sobre os modelos de inteligência artificial aplicados ao setor cafeeiro. Durante a investigação, mais de 800 modelos foram analisados, destacando-se as redes neurais convolucionais e as técnicas de aprendizado profundo, que demonstraram alta eficácia na análise de dados sensoriais e químicos do grão. Estas abordagens são capazes de otimizar a qualidade e o processamento do café, resultando em melhorias significativas na produção.

Motivação pessoal e impacto na cafeicultura

Filha de cafeicultores de Santa Rita do Sapucaí, Isabela foi motivada pelas dificuldades vivenciadas por sua família na produção do café. “Conhecendo de perto os desafios enfrentados pelos produtores rurais, quis desenvolver uma solução objetiva para a análise do café, que, atualmente, é muito subjetiva e, em alguns casos, suscetível a falhas humanas”, afirmou a pesquisadora. Sua pesquisa mapeou a utilização de inteligência artificial em processos como a classificação da qualidade, a identificação de defeitos e a análise do perfil de sabor do café.

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Benefícios para a agricultura de precisão e novas aplicações

Os resultados da pesquisa não apenas enriquecem a academia, mas também apresentam benefícios práticos para a agricultura de precisão, oferecendo soluções que podem ser aplicadas por produtores para melhorar os padrões de qualidade e a competitividade no mercado global. O uso de inteligência artificial no setor cafeeiro abre portas para inovações que podem ser estendidas a outras áreas da agricultura, incluindo o monitoramento de culturas, a identificação de doenças e a melhoria da qualidade de produtos em diferentes setores.

A pesquisa de Isabela Vasconcelos contribui para um futuro mais tecnológico e eficiente na produção agrícola, potencializando o uso de ferramentas avançadas como o aprendizado profundo e redes neurais, com impactos que podem transformar a indústria cafeeira e além.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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