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Perspectivas do Mercado de Fertilizantes: Aguardando entrada dos EUA e Europa para impulsionar compras

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O cenário do mercado de fertilizantes permanece enfraquecido, especialmente no que diz respeito à demanda. A expectativa se volta para a iminente entrada dos Estados Unidos e da Europa nas compras, visando a aplicação durante a safra de primavera, o que pode potencialmente estimular o movimento de preços.

Desdobramentos nos Macronutrientes e Projeções

No segmento de nitrogenados, as negociações envolvendo a ureia seguem em queda, influenciadas pela demanda retraída no Brasil e na Índia. Entretanto, há perspectivas de que nas próximas semanas os Estados Unidos, que ainda não participaram ativamente, e a Europa iniciem suas aquisições para a temporada de plantio, com uma possível nova licitação da Índia em março. A retomada das exportações chinesas ainda permanece incerta.

No caso dos fosfatados, surgem rumores sobre a retomada das exportações do MAP chinês, o que, se confirmado, poderá pressionar os preços internacionais, dado o status da China como principal produtor. Contrapondo essa tendência, os preços nos Estados Unidos mostram valorização com o início das compras para a safra de primavera, destacando-se como os mais elevados entre outros portos. No Brasil, a demanda contida mantém os preços estáveis.

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Quanto aos potássicos, o mercado observa atentamente as notícias relacionadas ao contrato de longo prazo da Índia para o fornecimento desse macronutriente, ainda aguardando uma definição. Os Estados Unidos se preparam para iniciar as compras de KCl, provavelmente de origem canadense. Questões logísticas, como rotas de transporte pelo Mar Vermelho, têm impactado nos custos de frete e no atraso nas entregas. No Brasil, o mercado permanece com demanda enfraquecida, sem variações significativas de preço.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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