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Perspectivas de Fornecimento Global de Trigo São Preocupantes até 2026

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O mercado global de trigo passou por uma transformação recente, cujas implicações podem ser mais sérias do que aparentam à primeira vista. Embora as previsões para o ano de 2024-25 indicam uma estabilização nas ofertas de trigo, as perspectivas para 2025-26 ainda geram incertezas, principalmente devido aos desafios enfrentados pelos principais produtores da Rússia e Ucrânia, responsáveis por cerca de 30% das exportações globais de trigo.

Mudança nas Projeções Globais

Há dois meses, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimava que os estoques de trigo para consumo mundial (SU) nos principais países exportadores de 2024-25 atingiriam seu nível mais baixo em 17 anos, com uma taxa de 14,56%. No entanto, as revisões recentes apontam para um aumento desse número para 15,89%, o segundo maior índice dos últimos seis anos. Isso se deve, em grande parte, à redução nas estimativas de importação de trigo pela China nos últimos três meses.

Ainda assim, esse índice continua abaixo da média de longo prazo, que foi superior a 18% no final da década passada. Embora o USDA projete uma estabilização gradual nos próximos anos, os estoques de trigo global devem atingir níveis historicamente baixos até 2026, com um possível alívio apenas nos anos subsequentes.

Desafios nas Colheitas da Rússia e Ucrânia

As condições climáticas e os conflitos geopolíticos podem intensificar os riscos para a produção de trigo na Rússia e na Ucrânia. O USDA estimou que a colheita de trigo da Ucrânia para 2025-26 será a menor em 13 anos, com uma previsão de 17,9 milhões de toneladas — uma queda de 23% em relação ao ano anterior. O clima seco durante o período de plantio prejudicou o desenvolvimento das lavouras e diminuiu a área semeada, o que gera preocupação sobre a capacidade de recuperação da produção.

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Já na Rússia, a colheita estimada para 2025-26 varia entre 79,7 milhões e 82,5 milhões de toneladas, número semelhante ao do ano anterior. Embora um clima favorável possa ajudar a melhorar a produção, a escassez de trigo na Ucrânia e a redução nas exportações russas podem limitar a oferta global. A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 afetou fortemente as exportações de trigo no Mar Negro, comprometendo a capacidade da região de atender à demanda mundial.

O Impacto das Sanções e Oportunidades no Mercado

Embora as exportações russas de trigo não estejam diretamente sujeitas a sanções ocidentais, o Kremlin exige que as medidas sejam suspensas para facilitar a cooperação em um possível acordo de segurança marítima. No entanto, a produção russa tem sido robusta, com volumes recordes de exportações durante as safras de 2022-23 e 2023-24, e uma alta porcentagem da safra destinada ao mercado externo, o que tem mantido a competitividade dos preços.

A menor produção russa de 2024-25, porém, resultará em uma queda nas exportações para o nível mais baixo dos últimos três anos, embora o preço atrativo do trigo russo ainda mantenha a demanda.

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A Produção Mundial e as Expectativas para Outras Regiões

Nos Estados Unidos, a área plantada com trigo para a safra 2025-26 deve diminuir 1,6% em relação ao ano anterior, com uma redução significativa na área destinada ao trigo de primavera, especialmente aquele com alto teor de proteína. Já na Argentina, se a redução temporária no imposto de exportação for mantida, a colheita de trigo pode alcançar um recorde, tornando o cultivo mais atraente para os agricultores locais.

Além disso, o Canadá planeja expandir a área de cultivo de trigo, enquanto a Austrália enfrenta uma redução de 16% na produção devido à seca em várias regiões. Na União Europeia, a produtividade do trigo mole deve aumentar 8% em relação ao ano passado. Essas regiões, juntas, representam cerca de 54% das exportações globais de trigo e serão fundamentais para as projeções de fornecimento para 2025-26.

Com as incertezas sobre a produção nas principais regiões produtoras de trigo, o mercado global continuará a observar atentamente as atualizações do USDA, previstas para 12 de maio, que deverão trazer novas perspectivas sobre a safra mundial de 2025-26.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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