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Percentual de mulheres em projetos do PAA da Conab revela protagonismo feminino no campo, águas e florestas

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Executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o PAA aponta ainda que, na modalidade de Compra com Doação Simultânea, elas representam 78% dos projetos em execução e, no Nordeste do país, formam 85% do público que fornece os alimentos.

Um dos exemplos de participação feminina ativa no PAA é o da Associação Agroecologia das Mulheres Rurais, formada por cerca de 40 mulheres do Assentamento Canaã, localizado no Distrito Federal. Com dois projetos aprovados no programa, elas deverão fornecer aproximadamente 10 toneladas de alimentos orgânicos e mais 30 toneladas de produtos agroecológicos.

“O PAA foi uma base muito importante, que garantiu a nossa sustentabilidade, pois trabalhávamos na roça sem esperanças e sem retorno financeiro”, relembra Maria Ivanilde Sousa, presidente da associação. “Com o programa, não só melhoramos nossa qualidade de vida como muitas reinvestiram na produção, com a compra de trator e de insumos, o que nos ajuda a produzir mais e fornecer alimentos ainda melhores. Agora nós temos uma garantia de renda e, mais do que isso, a satisfação de saber que o nosso trabalho ajuda a outras pessoas, por meio das doações”.

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O diretor-presidente da Conab, Edegar Pretto, destaca a participação das mulheres nas ações da Companhia, em especial no PAA. “As mulheres já lutam organizadas no Brasil para conquistarem seus direitos, para serem reconhecidas, nem mais nem menos. A luta é por direitos iguais. Essa também é a bandeira da Conab”, afirma. “Não é por acaso que, no principal programa executado pela Companhia, colocamos como prioridade a participação das mulheres.”

Além de gerar autonomia financeira e empoderamento às mulheres do campo, o programa auxilia na preservação de águas e florestas e no combate às violências e desigualdades estruturais. Em 2023, a execução do PAA deu saltos significativos em relação ao público que acessou à política pública ao atingir setores prioritários ao Governo Federal no que tange aos recortes socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero. Dentre os projetos contratados, 20% referem-se a assentados da reforma agrária, 25% são de povos e comunidades tradicionais, 5% são de povos indígenas e 50% referem-se aos demais agricultores familiares. Do total deste público, 70% está inscrito no CadÚnico e 46% recebe Bolsa Família.

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O avanço do programa para populações historicamente excluídas do mercado institucional possibilita desenvolvimento e articulação com outros indicadores sociais, como a formalização e a organização produtiva em associações e cooperativas, favorecendo a geração de renda e a permanência dos povos em seus territórios.

Fonte: CONAB

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho 2025/26: Agroconsult eleva estimativa da segunda safra para 115,8 milhões de toneladas, mas produção deve cair ante recorde

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A Agroconsult elevou sua estimativa para a segunda safra de milho do Brasil em 2025/26, após a conclusão do Rally da Safra, principal expedição técnica de avaliação das lavouras do país. A nova projeção aponta uma produção de 115,8 milhões de toneladas, número superior às estimativas iniciais da consultoria, mas ainda abaixo do volume recorde colhido na temporada anterior.

Apesar da revisão positiva, a consultoria destaca que as condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras limitaram o potencial produtivo da safra, especialmente em áreas onde o plantio ocorreu fora da janela ideal.

Agroconsult aumenta projeção da segunda safra de milho

A nova estimativa representa um aumento de 3,4% em relação à previsão divulgada antes do início do Rally da Safra.

Mesmo assim, a produção esperada da segunda safra — responsável pela maior parte do milho produzido no Brasil — deverá alcançar 115,8 milhões de toneladas, ficando 7,6% abaixo do recorde de 125,3 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.

O levantamento reforça que o Brasil permanece entre os maiores produtores e exportadores mundiais de milho, embora enfrente uma safra menos favorável em 2025/26.

Queda na produtividade explica recuo da produção

Segundo a Agroconsult, a redução da produção não está relacionada à área cultivada, que permaneceu praticamente estável.

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A consultoria estima que a área plantada da segunda safra alcance 18,2 milhões de hectares, volume semelhante ao registrado no ciclo anterior.

O principal fator para a queda na produção foi a redução da produtividade média das lavouras, consequência das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da cultura.

Clima prejudica importantes regiões produtoras

Os maiores impactos foram observados em áreas de:

  • Goiás;
  • Sudeste de Mato Grosso;
  • Norte de Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais.

Nessas regiões, os atrasos na semeadura fizeram com que parte do plantio fosse realizada fora da janela considerada ideal.

Como consequência, a interrupção antecipada das chuvas entre abril e maio provocou perdas de produtividade e, em alguns casos, redução da área efetivamente colhida.

Produtores monitoram risco de geadas

Com a colheita já em andamento em diversas regiões, produtores continuam atentos às condições climáticas, principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agroconsult, ainda existem áreas em fase de enchimento de grãos que podem ser afetadas por episódios de frio.

Embora o potencial de perdas seja considerado limitado neste estágio da safra, a consultoria destaca que o clima permanece no radar dos produtores até a conclusão da colheita.

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Produção total de milho também é revisada para cima

Considerando a primeira e a segunda safras, a Agroconsult revisou para cima sua estimativa da produção total de milho no Brasil.

A nova projeção passou de 140,5 milhões para 144,1 milhões de toneladas, refletindo o melhor desempenho observado durante o Rally da Safra.

Apesar da revisão positiva, o volume ainda ficará abaixo do recorde de 152,3 milhões de toneladas alcançado no ciclo anterior.

Perspectivas para o mercado

A atualização da Agroconsult confirma que a safra brasileira de milho será maior do que o inicialmente previsto, mas insuficiente para repetir o desempenho histórico da temporada passada.

O comportamento climático continuará sendo determinante nas etapas finais da colheita, especialmente nas regiões onde ainda existem lavouras em enchimento de grãos. Ao mesmo tempo, a menor produtividade observada em importantes polos produtores reforça a expectativa de uma oferta inferior à registrada em 2024/25, fator que deverá seguir influenciando o mercado doméstico e as exportações brasileiras ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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