AGRONEGÓCIO

Pensar Agro entrevista o presidente da Mútua, Francisco Almeida

Publicado em

O Diretor Presidente da Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea), engenheiro agrônomo Francisco Almeida, além de dar todo incentivo para que o Pensar Agro estivesse presente na 78ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), realizada em Gramado, no Rio Grande do Sul,  também participou, ao vivo, dos podcasts.

“A Mútua foi a única, por intermédio do presidente Francisco Almeida, ao qual temos muito a agradecer, teve a preocupação em transferir para a sociedade, para aqueles profissionais que não vieram para o evento, o que acontecendo durante a 78ª Soea”, explica  Isan Rezende.

Para Isan a importância de Francisco está em fazer com que a Mútua, bem como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), da qual faz parte, saia da bolha e traga para a sociedade, o que a engenharia, a agronomia, as geossciências têm de importância e contribuir dentro do papel da sociedade.

Na transmissão ao vivo abaixo, o Pensar Agro, representado pelo presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, entrevista o presidente da Mútua e o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras.

Leia Também:  Portos do Paraná prevê movimentar 3,647 milhões de toneladas de soja no último trimestre

Veja a entrevista

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

Published

on

Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

Leia Também:  Papa Francisco tem alta do hospital após bronquite infecciosa

A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

Leia Também:  “Pensar Agro” debate projeto de inteligência artificial para controle de ervas daninhas

A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA